ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
O tema da amizade geralmente é analisado segundo os assuntos da casa XI. Alguns astrólogos examinam posições específicas, mas Ptolomeu aborda o tema comparando cartas astrológicas, de maneira similar a uma sinastria simplificada.

Segundo ele, as amizades tendem a ser mais duradouras e indissolúveis quando, ao comparar ambas as cartas, encontramos Sol, Lua, Ascendente e Lote da Fortuna nos mesmos signos, em signos compatíveis ou em recepções mútuas. Se todos ou a maioria desses elementos estiverem alinhados dessa forma, a amizade será fácil, segura e indissolúvel.

Quando esses elementos estão em signos disjuntos (que não possibilitam nenhum aspecto maior entre si) ou opostos, produzem inimizades profundas ou desavenças.
Se eles não estiverem posicionados nessas formas, mas apenas em signos que fazem aspectos uns com os outros, se estiverem em trígono ou sextil, promovem simpatias menores; se em quadratura, geram antipatias menores.

Ptolomeu também menciona que os períodos de maior movimento ou silêncio, bem como de conversas mais frequentes, ocorrem quando os planetas maléficos ou benéficos transitam sobre esses pontos. Quando os benéficos transitam por esses pontos, significam paz nas amizades e tréguas em desavenças. Quando os maléficos transitam por esses pontos, podem gerar discussões temporárias em amizades sólidas ou crises profundas em amizades menos sólidas.

Quando apenas os luminares estão em conformidade com o mencionado acima, as amizades são baseadas em escolhas. Quando apenas os ascendentes ou o Lote da Fortuna estão alinhados, as amizades são formadas a partir de prazer.

É importante notar que há diversas abordagens astrológicas para o mesmo tema, e cada uma pode oferecer diferentes perspectivas que aprofundam o delineamento. Estas variações permitem uma compreensão mais rica e detalhada dos assuntos.

#astrologia #astrologiaclassica  #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
O tema da amizade geralmente é analisado segundo os assuntos da casa XI. Alguns astrólogos examinam posições específicas, mas Ptolomeu aborda o tema comparando cartas astrológicas, de maneira similar a uma sinastria simplificada. Segundo ele, as amizades tendem a ser mais duradouras e indissolúveis quando, ao comparar ambas as cartas, encontramos Sol, Lua, Ascendente e Lote da Fortuna nos mesmos signos, em signos compatíveis ou em recepções mútuas. Se todos ou a maioria desses elementos estiverem alinhados dessa forma, a amizade será fácil, segura e indissolúvel. Quando esses elementos estão em signos disjuntos (que não possibilitam nenhum aspecto maior entre si) ou opostos, produzem inimizades profundas ou desavenças. Se eles não estiverem posicionados nessas formas, mas apenas em signos que fazem aspectos uns com os outros, se estiverem em trígono ou sextil, promovem simpatias menores; se em quadratura, geram antipatias menores. Ptolomeu também menciona que os períodos de maior movimento ou silêncio, bem como de conversas mais frequentes, ocorrem quando os planetas maléficos ou benéficos transitam sobre esses pontos. Quando os benéficos transitam por esses pontos, significam paz nas amizades e tréguas em desavenças. Quando os maléficos transitam por esses pontos, podem gerar discussões temporárias em amizades sólidas ou crises profundas em amizades menos sólidas. Quando apenas os luminares estão em conformidade com o mencionado acima, as amizades são baseadas em escolhas. Quando apenas os ascendentes ou o Lote da Fortuna estão alinhados, as amizades são formadas a partir de prazer. É importante notar que há diversas abordagens astrológicas para o mesmo tema, e cada uma pode oferecer diferentes perspectivas que aprofundam o delineamento. Estas variações permitem uma compreensão mais rica e detalhada dos assuntos. #astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
2 dias ago
View on Instagram |
1/4
Não podemos simplificar a essência da dignidade planetária ao associá-la apenas ao “bom”, enquanto a debilidade é automaticamente interpretada como “mau”.

Um equívoco comum é assumir que um planeta em sua dignidade irá manifestar apenas seus temas positivos, enquanto um planeta em debilidade sempre trará seus aspectos mais desafiadores.

Uma abordagem mais precisa é entender que um planeta sempre representa os mesmos temas, independentemente do signo em que se encontra. Quando em sua dignidade, de acordo com a escala de poder, esses temas podem ser expressos com maior facilidade, mas quando em debilidade, sua expressão pode ser diferente e requerer mais esforço.

Um planeta em seu domicílio está fortalecido, enfrentando os aspectos com outros planetas com maior vigor. Se os aspectos forem difíceis, ele os enfrentará com mais poder; porém, se estiver em sua debilidade, sua resposta será mais branda. O mesmo ocorre com os aspectos harmoniosos, onde um planeta em dignidade pode aproveitar melhor as oportunidades trazidas por outros planetas.

As dificuldades nos temas de um planeta surgem quando ele está em aspecto desafiador com maléficos ou em uma posição cadente. Quando essas situações se combinam, os desafios podem ser ainda mais acentuados.

Para os entusiastas da astrologia tradicional, convido-os a seguir-me aqui no Instagram ou no canal Astrologia Clássica no YouTube, onde oferecemos vídeos exclusivos semanalmente.

#astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
Não podemos simplificar a essência da dignidade planetária ao associá-la apenas ao “bom”, enquanto a debilidade é automaticamente interpretada como “mau”. Um equívoco comum é assumir que um planeta em sua dignidade irá manifestar apenas seus temas positivos, enquanto um planeta em debilidade sempre trará seus aspectos mais desafiadores. Uma abordagem mais precisa é entender que um planeta sempre representa os mesmos temas, independentemente do signo em que se encontra. Quando em sua dignidade, de acordo com a escala de poder, esses temas podem ser expressos com maior facilidade, mas quando em debilidade, sua expressão pode ser diferente e requerer mais esforço. Um planeta em seu domicílio está fortalecido, enfrentando os aspectos com outros planetas com maior vigor. Se os aspectos forem difíceis, ele os enfrentará com mais poder; porém, se estiver em sua debilidade, sua resposta será mais branda. O mesmo ocorre com os aspectos harmoniosos, onde um planeta em dignidade pode aproveitar melhor as oportunidades trazidas por outros planetas. As dificuldades nos temas de um planeta surgem quando ele está em aspecto desafiador com maléficos ou em uma posição cadente. Quando essas situações se combinam, os desafios podem ser ainda mais acentuados. Para os entusiastas da astrologia tradicional, convido-os a seguir-me aqui no Instagram ou no canal Astrologia Clássica no YouTube, onde oferecemos vídeos exclusivos semanalmente. #astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
1 semana ago
View on Instagram |
2/4
Oi pra todos!

Estamos enfrentando dificuldades para acessar a plataforma de cursos.

Os desenvolvedores estavam realizando uma atualização grande na plataforma e ocorreu um erro que está impossibilitando o acesso à página do curso.

Os técnicos estão trabalhando para restaurar o acesso, mas enquanto não finalizam temos um endereço alternativo que está disponível nos destaques aqui. 

Peço desculpas pelo inconveniente e conto com sua compreensão.
Oi pra todos! Estamos enfrentando dificuldades para acessar a plataforma de cursos. Os desenvolvedores estavam realizando uma atualização grande na plataforma e ocorreu um erro que está impossibilitando o acesso à página do curso. Os técnicos estão trabalhando para restaurar o acesso, mas enquanto não finalizam temos um endereço alternativo que está disponível nos destaques aqui. Peço desculpas pelo inconveniente e conto com sua compreensão.
1 semana ago
View on Instagram |
3/4
Hoje me deparei com uma dúvida de um aluno que estava lendo a Antologia de Valens e se sentiu perplexo com uma técnica apresentada no livro IV. Ele não conseguia identificar aquela técnica e os termos utilizados estavam confundindo-o.

A Antologia de Valens não é uma leitura superficial, mas com familiaridade com a linguagem astrológica, é possível reconhecer facilmente o tema.

No texto, Vettius Valens introduz alguns conceitos e recursos que podem esclarecer a técnica da Profecção. Era sobre Profecção que ele estava se referindo!

Entretanto, não se preocupe se não encontrar o termo “Profecção” explicitamente na Antologia. Valens simplesmente a descreve como “transmissões”.

Ele começa mencionando outras duas profecções que, para ele, são tão ou mais importantes do que a do ascendente. Valens afirma que se um planeta luminar na carta natal estiver em uma casa angular, especialmente o luminar da seita (Sol para mapas diurnos e Lua para os noturnos), ele tem influência sobre toda a vida do nativo, sugerindo assim a verificação da profecção.

Seguindo a regra básica de profecção (um signo por ano de vida), podemos identificar várias profecções importantes para um período de um ano, não se limitando apenas à do ascendente.

Valens também introduz os termos “transmissor” e “receptor”. O transmissor é o planeta que rege o signo da profecção durante o período. Por exemplo, se a Profecção do ascendente for em Libra, o transmissor seria Vênus. Ele observa que Vênus recebe a transmissão de Mercúrio (regente do período anterior).

O receptor é um planeta que está no signo da Profecção. Em nosso exemplo, qualquer planeta em Libra seria um receptor durante o período de transmissão de Vênus. Valens sugere que, dependendo das condições do receptor, ele pode ser mais significativo para o período do que o próprio transmissor, assumindo assim uma forma de regente do ano. Quando houver mais de um planeta no signo da profecção, eles seguem uma ordem de recepção.

E, é claro, Valens complica ainda mais o assunto ao introduzir a revolução solar, que pode adicionar regentes ao ano.

#astrologia #astrologiaclassica
Hoje me deparei com uma dúvida de um aluno que estava lendo a Antologia de Valens e se sentiu perplexo com uma técnica apresentada no livro IV. Ele não conseguia identificar aquela técnica e os termos utilizados estavam confundindo-o. A Antologia de Valens não é uma leitura superficial, mas com familiaridade com a linguagem astrológica, é possível reconhecer facilmente o tema. No texto, Vettius Valens introduz alguns conceitos e recursos que podem esclarecer a técnica da Profecção. Era sobre Profecção que ele estava se referindo! Entretanto, não se preocupe se não encontrar o termo “Profecção” explicitamente na Antologia. Valens simplesmente a descreve como “transmissões”. Ele começa mencionando outras duas profecções que, para ele, são tão ou mais importantes do que a do ascendente. Valens afirma que se um planeta luminar na carta natal estiver em uma casa angular, especialmente o luminar da seita (Sol para mapas diurnos e Lua para os noturnos), ele tem influência sobre toda a vida do nativo, sugerindo assim a verificação da profecção. Seguindo a regra básica de profecção (um signo por ano de vida), podemos identificar várias profecções importantes para um período de um ano, não se limitando apenas à do ascendente. Valens também introduz os termos “transmissor” e “receptor”. O transmissor é o planeta que rege o signo da profecção durante o período. Por exemplo, se a Profecção do ascendente for em Libra, o transmissor seria Vênus. Ele observa que Vênus recebe a transmissão de Mercúrio (regente do período anterior). O receptor é um planeta que está no signo da Profecção. Em nosso exemplo, qualquer planeta em Libra seria um receptor durante o período de transmissão de Vênus. Valens sugere que, dependendo das condições do receptor, ele pode ser mais significativo para o período do que o próprio transmissor, assumindo assim uma forma de regente do ano. Quando houver mais de um planeta no signo da profecção, eles seguem uma ordem de recepção. E, é claro, Valens complica ainda mais o assunto ao introduzir a revolução solar, que pode adicionar regentes ao ano. #astrologia #astrologiaclassica
2 semanas ago
View on Instagram |
4/4

Search

O estudo do mapa astrológico poderia ser dividido em duas metades. As condições do céu e as condições visíveis em uma determinada região da Terra.

Tudo o que se conceitua com a parte celeste da Astrologia diz respeito aos movimentos planetários, dos luminares, e suas condições. Se o planeta nasce antes ou depois do Sol, se está no movimento direto ou retrógrado, se está em aspecto a outro planeta, suas características, temperamento, seita, gênero, tudo isto está em relação à parte celeste da Astrologia.

Porém vivemos em um mundo terrestre, e a visibilidade deste céu, depende de onde estamos, em qual parte do globo terrestre estamos. Neste âmbito entra o conceito de Casas Astrológicas, ou Casas Terrestres, ou ainda Casas Mundanas.

De uma maneira muito simples, as casas astrológicas são a divisão do céu  em 12 partes.

Para que este céu seja dividido usamos dois pontos de referência: A linha do horizonte, e o meridiano. Em suma a esfera terrestre, que se estende para a celeste, tem um eixo vertical, que é o meridiano, e um horizontal, que é o horizonte.

A linha do horizonte tem o objetivo bem claro de nos apontar quais planetas são visíveis no céu. É um ponto de referência para determinação do Sect/Seita do mapa, junto com o Sol.

Outro objetivo da linha do Horizonte é apontar o signo ascendente, o signo zodiacal, situado exatamente no horizonte leste, no momento do nascimento.

Sem estas duas linhas é impossível calcular um mapa astrológico. Podemos fazer uma observação pura do céu, das relações e condições planetárias, mas não um mapa astrológico.

Já a linha do Meridiano aponta para os pontos mais alto e mais baixo, que um planeta pode alcançar em sua trajetória, do ponto de vista terrestre. O planeta nasce no horizonte , se eleva ate´culminar no ponto mais alto, e depois começa decair, e se põe no horizonte oeste.

Todos os planetas e luminares nascem ao leste e se põem, a oeste. A linha do Meridiano marca o Meio do céu (MC) Medium Coeli, o ponto mais alto do planeta no céu, e o Fundo do Céu (FC) Imun Coeli.

O Meio do Céu e o Fundo do Céu marcam o eixo vertical do mapa astrológico. Resumindo, o planeta nasce no horizonte leste, culmina no MC, se põe no horizonte Oeste, chega ao ponto mais baixo de sua trajetória diurnal (FC), e segue para nascer novamente no horizonte leste. Este é o MOVIMENTO PRIMÁRIO, derivado do movimento de rotação da Terra, que tem 24 horas de duração.

Em muitos momentos de sua Antologia, Vettius Valens discursa sobre o significado e nomes das as astrológicas, e durante um ponto onde trata da Profecção, ele lista de forma concisa os significados de cada uma das casas na visão helenista.

Casa 1: Ascendente – Leme, vida, corpo, espírito.

Casa 2: Meios de vida, portão de Hades, /receber, dividir, sombra, dar.

Casa 3: Irmãos, viver no exterior, rainha, autoridade, amigos, parentes, rendimentos, escravos.

Casa 4: Reputação, pai, filhos, cidade natal, lar, propriedades, habitação, o resultado das ações,, mudança de casa, perigo, morte, confinamento, segredos, privacidade.

Casa 5: O lugar dos filhos, amizade, generosidade, liberdade dos escravos, atos beneficentes ou bons.

Casa 6: Dos escravos, injúrias, inimigos, sofrimento, doenças.

Casa 7: Casamento, sucesso, união sexual, amizade,

Casa 8: Morte, lucros dos mortos, casa inativa, punição, fraqueza.

Casa 9: Amizade, viagens, lucros do exterior, ou de estrangeiros, a Casa de Deus, rei, proteção, acobertamento, astrologia, oráculos, a aparência de Deus, divinação, místico.

Casa 10: Os afazeres, o trabalho, reputação, avanço, progresso, filhos, esposa, mãe, mudanças, atividades inovadoras.

Casa 11: Amigos, esperanças, presentes, emancipação dos escravos.

Casa 12: Terras distantes, inimigos, escravos, injúrias, perigo, julgamento, sofrimento, morte, doenças.

Geralmente os significados são os mesmos ao longo da historia da Astrologia, mas alguns autores acrescentam suas próprias visões relativa às casas, e alguns significados podem se alterar.

Fontes:

Tratado das Esferas – Um Guia prático da Tradição Astrológica – /Helena Avelar e Luís Ribeiro – Prisma Edições

Antology – Vettius Valens – Book II

Helenistic Astrology,  The study of fate and fortune – Chris Brennan

Leave a Comment