ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
Na astrologia tradicional, a combustão é uma das mais graves debilidades acidentais. Ela ocorre quando um planeta se encontra tão próximo do Sol (8 graus à frente ou atrás), que se torna invisível no céu, sendo encoberto por sua luz. Por isso, diz-se que sua força e sua obra ficam ocultas. 

Os autores são unânimes em afirmar que a combustão aquece a natureza do planeta. O Sol, sendo quente por essência, intensifica essa qualidade nos planetas próximos. Assim, um planeta naturalmente quente torna-se ainda mais quente, aumentando o impulso, a pressa e a ação excessiva. No demai, ocorre desequilíbrio e enfraquecimento da virtude própria.
Por essa razão, a combustão jamais deve ser ignorada no julgamento, pois indica não apenas fraqueza, mas também ocultação da ação.

Abu Ma‘shar afirma em As Revoluções dos Anos nas Natividades (Livro VIII, cap. 13):

“Quando um planeta está junto do Sol, dentro do raio de combustão, sua força é escondida, e sua obra é oculta.

Se for benéfico, sua bondade é escondida; se for maléfico, sua maldade é escondida. Nada se manifesta claramente até que saia dos raios.

Se o planeta (Marte,Júpiter ,Saturno) se levanta matutino do Sol, torna-se forte após a combustão; se está vespertino (Mercúrio e Vênus) e vai ao Sol, torna-se fraco.

Se o planeta está exatamente unido ao Sol em mesmo grau e minuto, então torna-se partícipe da significação do Sol.”

Assim, a combustão não elimina a natureza do planeta, mas vela sua manifestação: o benéfico protege em segredo, o maléfico fere nas sombras, até que recupere sua visibilidade e sua força.

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
Na astrologia tradicional, a combustão é uma das mais graves debilidades acidentais. Ela ocorre quando um planeta se encontra tão próximo do Sol (8 graus à frente ou atrás), que se torna invisível no céu, sendo encoberto por sua luz. Por isso, diz-se que sua força e sua obra ficam ocultas. Os autores são unânimes em afirmar que a combustão aquece a natureza do planeta. O Sol, sendo quente por essência, intensifica essa qualidade nos planetas próximos. Assim, um planeta naturalmente quente torna-se ainda mais quente, aumentando o impulso, a pressa e a ação excessiva. No demai, ocorre desequilíbrio e enfraquecimento da virtude própria. Por essa razão, a combustão jamais deve ser ignorada no julgamento, pois indica não apenas fraqueza, mas também ocultação da ação. Abu Ma‘shar afirma em As Revoluções dos Anos nas Natividades (Livro VIII, cap. 13): “Quando um planeta está junto do Sol, dentro do raio de combustão, sua força é escondida, e sua obra é oculta. Se for benéfico, sua bondade é escondida; se for maléfico, sua maldade é escondida. Nada se manifesta claramente até que saia dos raios. Se o planeta (Marte,Júpiter ,Saturno) se levanta matutino do Sol, torna-se forte após a combustão; se está vespertino (Mercúrio e Vênus) e vai ao Sol, torna-se fraco. Se o planeta está exatamente unido ao Sol em mesmo grau e minuto, então torna-se partícipe da significação do Sol.” Assim, a combustão não elimina a natureza do planeta, mas vela sua manifestação: o benéfico protege em segredo, o maléfico fere nas sombras, até que recupere sua visibilidade e sua força. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
7 dias ago
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A determinação do tempo dos acontecimentos dentro da Revolução Solar é um dos temas que mais despertam o interesse dos estudantes de astrologia tradicional e Abu Maʿshar, nos dá algumas dicas.

O mapa da Revolução Solar pode ser dividido em quatro quadrantes, e cada quadrante corresponde a um quarto do ano. Essa divisão permite ao astrólogo estimar quando, dentro dos doze meses seguintes, as promessas da revolução tenderão a se manifestar.
1) Do Ascendente ao Meio do Céu encontra-se o quadrante oriental, que indica o primeiro quarto do ano.
2) Do Meio do Céu à sétima casa, forma-se o quadrante meridional, referente ao segundo quarto.
3) Da sétima casa ao Fundo do Céu, temos o quadrante ocidental, representando o terceiro quarto.
4) Do Fundo do Céu ao Ascendente, conclui-se com o quadrante setentrional, indicador do último quarto do ano.

Abu Maʿshar orienta que se observe em qual quadrante se encontram o Senhor do Ano (planeta do signo da profecção), o Distribuidor ( planeta da direção do ascendente pelos termos), os planetas benéficos e os maléficos, pois é a posição desses significadores que revela o momento aproximado em que suas influências se farão sentir. A divisão em quadrantes, portanto, não serve apenas como delimitação espacial, mas como uma chave para a ordenação temporal dos acontecimentos previstos pela revolução.

Entre os julgamentos transmitidos, o autor afirma que, se os maléficos estiverem no Ascendente, na décima primeira casa ou no Meio do Céu da revolução, enquanto os benéficos se acharem sob o horizonte, isso indica dificuldades no início do ano, mas melhores resultados ao final, especialmente quando o signo do ano for cardinal, cuja natureza mutável favorece mudanças e retomadas.

Abu Maʿshar acrescenta ainda que planetas angulares costumam manifestar acontecimentos no começo do ano, enquanto planetas em casas cadentes geralmente apontam para eventos mais tardios, próximos ao encerramento da revolução.

Assim, este método quaternário  aplicado à Revolução Solar, oferece um dos instrumentos mais claros e acessíveis para estimar o desdobramento temporal das promessas anuais dentro da tradição astrológica.
A determinação do tempo dos acontecimentos dentro da Revolução Solar é um dos temas que mais despertam o interesse dos estudantes de astrologia tradicional e Abu Maʿshar, nos dá algumas dicas. O mapa da Revolução Solar pode ser dividido em quatro quadrantes, e cada quadrante corresponde a um quarto do ano. Essa divisão permite ao astrólogo estimar quando, dentro dos doze meses seguintes, as promessas da revolução tenderão a se manifestar. 1) Do Ascendente ao Meio do Céu encontra-se o quadrante oriental, que indica o primeiro quarto do ano. 2) Do Meio do Céu à sétima casa, forma-se o quadrante meridional, referente ao segundo quarto. 3) Da sétima casa ao Fundo do Céu, temos o quadrante ocidental, representando o terceiro quarto. 4) Do Fundo do Céu ao Ascendente, conclui-se com o quadrante setentrional, indicador do último quarto do ano. Abu Maʿshar orienta que se observe em qual quadrante se encontram o Senhor do Ano (planeta do signo da profecção), o Distribuidor ( planeta da direção do ascendente pelos termos), os planetas benéficos e os maléficos, pois é a posição desses significadores que revela o momento aproximado em que suas influências se farão sentir. A divisão em quadrantes, portanto, não serve apenas como delimitação espacial, mas como uma chave para a ordenação temporal dos acontecimentos previstos pela revolução. Entre os julgamentos transmitidos, o autor afirma que, se os maléficos estiverem no Ascendente, na décima primeira casa ou no Meio do Céu da revolução, enquanto os benéficos se acharem sob o horizonte, isso indica dificuldades no início do ano, mas melhores resultados ao final, especialmente quando o signo do ano for cardinal, cuja natureza mutável favorece mudanças e retomadas. Abu Maʿshar acrescenta ainda que planetas angulares costumam manifestar acontecimentos no começo do ano, enquanto planetas em casas cadentes geralmente apontam para eventos mais tardios, próximos ao encerramento da revolução. Assim, este método quaternário  aplicado à Revolução Solar, oferece um dos instrumentos mais claros e acessíveis para estimar o desdobramento temporal das promessas anuais dentro da tradição astrológica.
2 semanas ago
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No tratado A Astrologia, os Signos do Zodíaco e os Julgamentos Astrológicos (al-falak wa-al-burūj wa-al-aḥkām al-falakiyyah), de Sahl Ibn Bishr, o segundo livro reúne cinquenta aforismos que condensam princípios fundamentais da arte. O quarto aforismo apresenta uma regra simples, porém decisiva, para todo o julgamento astrológico:

“Quando a luz de um maléfico se aproxima e obscurece a luz de um benéfico, vê-se o maléfico e não se pode evitar a corrupção. Se um benéfico ultrapassa o maléfico por um grau completo, surge preocupação sem dano físico, pois o maléfico já se afasta. E o mesmo vale para os benéficos: se o planeta os ultrapassa por um grau completo e se afasta totalmente, há esperança, mas o assunto não se completa.”

A essência deste ensinamento é que o estado de aplicação ou separação entre dois planetas determina o curso dos assuntos.

Este princípio é universal e deve ser aplicado a qualquer ramo da astrologia. No mapa natal, por exemplo, um planeta mais rápido que se separa de um maléfico lento indica que o nativo se afasta de dificuldades relativas aos temas governados por aquele planeta. Mas quando está em aproximação ao aspecto exato com um maléfico, anuncia impedimentos, danos ou desgaste. O contato com os benéficos segue o movimento oposto: aproximar-se deles traz facilidade e realização; afastar-se diminui a força de cumprimento.

Trata-se de uma chave interpretativa de grande utilidade prática. Assuntos de longo prazo, como casamento, carreira, estabilidade e obras que exigem tempo, revelam seu futuro com clareza quando observamos de quais planetas seus significadores se aproximam e de quais se afastam. Assim, Sahl recorda que não basta registrar a existência de aspectos: é o movimento dos planetas, e a luz que cada um recebe ou perde, que determina o sucesso ou a frustração dos assuntos humanos.

#astrologia #anarodrigues_astrologa #astrologiaclassica #astrologiatradicional
No tratado A Astrologia, os Signos do Zodíaco e os Julgamentos Astrológicos (al-falak wa-al-burūj wa-al-aḥkām al-falakiyyah), de Sahl Ibn Bishr, o segundo livro reúne cinquenta aforismos que condensam princípios fundamentais da arte. O quarto aforismo apresenta uma regra simples, porém decisiva, para todo o julgamento astrológico: “Quando a luz de um maléfico se aproxima e obscurece a luz de um benéfico, vê-se o maléfico e não se pode evitar a corrupção. Se um benéfico ultrapassa o maléfico por um grau completo, surge preocupação sem dano físico, pois o maléfico já se afasta. E o mesmo vale para os benéficos: se o planeta os ultrapassa por um grau completo e se afasta totalmente, há esperança, mas o assunto não se completa.” A essência deste ensinamento é que o estado de aplicação ou separação entre dois planetas determina o curso dos assuntos. Este princípio é universal e deve ser aplicado a qualquer ramo da astrologia. No mapa natal, por exemplo, um planeta mais rápido que se separa de um maléfico lento indica que o nativo se afasta de dificuldades relativas aos temas governados por aquele planeta. Mas quando está em aproximação ao aspecto exato com um maléfico, anuncia impedimentos, danos ou desgaste. O contato com os benéficos segue o movimento oposto: aproximar-se deles traz facilidade e realização; afastar-se diminui a força de cumprimento. Trata-se de uma chave interpretativa de grande utilidade prática. Assuntos de longo prazo, como casamento, carreira, estabilidade e obras que exigem tempo, revelam seu futuro com clareza quando observamos de quais planetas seus significadores se aproximam e de quais se afastam. Assim, Sahl recorda que não basta registrar a existência de aspectos: é o movimento dos planetas, e a luz que cada um recebe ou perde, que determina o sucesso ou a frustração dos assuntos humanos. #astrologia #anarodrigues_astrologa #astrologiaclassica #astrologiatradicional
2 semanas ago
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Enfim um céu limpo para observar. Agora bem altos no céu, Lua em Peixes próxima de Saturno. 

O céu é sempre um espetáculo.
Enfim um céu limpo para observar. Agora bem altos no céu, Lua em Peixes próxima de Saturno. O céu é sempre um espetáculo.
2 semanas ago
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FORMAÇÃO – TEORIA E PRÁTICA DE ANÁLISE COLETIVA E MUNDIAL

A Astrologia nasceu da observação dos céus como necessidade de prever as ocorrências do clima e das condições de governo das regiões.

Algumas das referências mais antigas da Astrologia Mundial vêm dos presságios contidos do conjunto de tábuas de argila datado de aproximadamente 1500 aC, conhecido como Enuma Anu Enlil. Estas tábuas contém presságios e observações precisas sobre as fases lunares, eclipses, ascensões dos planetas e muitas outras.

Estes estudos da astrologia foram aprimorados ao longo dos séculos e hoje temos um “ramo” de estudos astrológicos com muitas especialidades em técnicas para compreender o contexto coletivo, desde os temas naturais, como também políticos e culturais.

A QUEM SE DESTINA?

O curso de Astrologia Clássica Mundial I destina-se a quem pretende aprofundar seus estudos da Astrologia e já tem conhecimento da linguagem astrológica clássica, bem como para quem já estuda, por meio próprio ou escolas, e não esteja satisfeito com os resultados na utilização prática do conhecimento astrológico.

Neste curso não estudamos o delineamento da carta natal, mas as técnicas coletivas, como as cartas de ingressos, grandes conjunções, lunações, eclipses, etc.

INCLUI

1. 24 horas aulas em vídeo com apresentação, palestra em vídeo, exercícios e diagramas.

2. 12 técnicas astrológicas para prognósticos coletivos

3. Mais de 20 textos de estudos, com conceitos técnicos clássicos e citações importantes.

4. Prática com exemplos reais de análise

5. Exercícios para praticar o conteúdo técnico

6. Certificação de conclusão em Astrologia Clássica Mundial

Ao final do curso o estudante estará apto a realizar análises astrológicas para países, clima, para o mundo, ou para uma épocas específicas da História da Humanidade.

CONTÉUDO

Este curso é composto por 3 módulos,  com 20 aulas no total, onde o estudante aprenderá:

  • MÓDULO 1 –  Revisão Linguagem Astrológica Clássica – 3 Aulas
  • MÓDULO 2 –  Técnicas Históricas (períodos longos) – 13 Aulas
  • MÓDULO 3 –  Técnicas episódicas (períodos curtos e clima) 8 aulas

METODOLOGIA

O curso é ministrado em ambiente online, EAD, com 24 vídeo aulas, exercícios teóricos e práticos,  e apostilas.

VALORES

R$530,00 em 6X sem juros

INSCREVA-SE

Selecione a opção de sua preferência. Você será direcionado à plataforma EAD (www.aprenderastrologia.com.br) onde fará seu cadastro e realizará o pagamento.