ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
Um eclipse nos graus finais (28°) não anuncia algo novo surgindo do nada.
Na tradição, os graus finais falam de assuntos já levados ao limite.

Eles indicam: temas já esgotados, questões que retornam porque não foram resolvidas, tentativas finais antes de um encerramento ou ruptura, decisões tomadas sob pressão de tempo, não por maturidade

Ou seja:
👉 não é o nascimento de uma pauta inédita, mas a retomada de algo que já causou desgaste — e que insiste em voltar enquanto não encontra um desfecho adequado.

Quer uma pitadinha a mais? Este eclipse ocorre na casa XI [congresso, senado] no comando de Saturno a 0° de Áries sem aspectos.
Um eclipse nos graus finais (28°) não anuncia algo novo surgindo do nada. Na tradição, os graus finais falam de assuntos já levados ao limite. Eles indicam: temas já esgotados, questões que retornam porque não foram resolvidas, tentativas finais antes de um encerramento ou ruptura, decisões tomadas sob pressão de tempo, não por maturidade Ou seja: 👉 não é o nascimento de uma pauta inédita, mas a retomada de algo que já causou desgaste — e que insiste em voltar enquanto não encontra um desfecho adequado. Quer uma pitadinha a mais? Este eclipse ocorre na casa XI [congresso, senado] no comando de Saturno a 0° de Áries sem aspectos.
2 dias ago
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O escândalo Jeffrey Epstein não pode ser compreendido apenas como um evento astrológico isolado. Ele se insere no fim de um ciclo histórico marcado pela Grande Conjunção de Júpiter e Saturno em Touro, no ano 2000, que encerrou a triplicidade da Terra. Esse período consolidou um mundo baseado no poder financeiro, na acumulação material e na tolerância social aos excessos das elites. Em Touro, domicílio de Vênus, riqueza, prazer, sexo, entretenimento e popularidade caminharam juntos, criando estruturas protegidas pelo dinheiro.

O colapso começa antes da mudança oficial de ciclo. Em 2 de julho de 2019, ocorre um eclipse solar total em oposição a Saturno em Capricórnio, sinal clássico de perda de sustentação institucional. Pouco depois, em agosto de 2019, Epstein morre sob custódia, encerrando simbolicamente um modelo que já não se sustentava.

Com a Grande Conjunção de 2020 em Aquário, inicia-se a triplicidade do Ar. O poder deixa de se apoiar apenas na matéria e passa a ser testado pela exposição, pelos dados e pela circulação de informação. Nesse contexto surgem escândalos corporativos, crises financeiras e o alerta atual de economistas sobre uma possível bolha da inteligência artificial: investimentos bilionários concentrados, custos elevados de infraestrutura e retorno muito abaixo do ritmo do capital investido.

Não se trata do fracasso da tecnologia, mas da repetição de um padrão histórico. Se, no ciclo da Terra, o excesso foi a acumulação material sem limite, no Ar o excesso é a expectativa sem lastro. O que está ruindo não é o poder em si, mas um modelo utilizado. Veja os casos das Lojas Americanas e Banco Master no Brasil seguindo o modelo antigo.

Astrologicamente, isso vai muito além de Saturno mudando de signo. É o desenrolar de uma história iniciada nas conjunções de Vênus, tensionada em 2019 e exposta a partir de 2020: um mundo que perdeu sustentação.

Mas o mundo não se torna perfeito porque o modelo muda — ele apenas passa a enfrentar outros limites, outras crises e outras correções. #astrologia
O escândalo Jeffrey Epstein não pode ser compreendido apenas como um evento astrológico isolado. Ele se insere no fim de um ciclo histórico marcado pela Grande Conjunção de Júpiter e Saturno em Touro, no ano 2000, que encerrou a triplicidade da Terra. Esse período consolidou um mundo baseado no poder financeiro, na acumulação material e na tolerância social aos excessos das elites. Em Touro, domicílio de Vênus, riqueza, prazer, sexo, entretenimento e popularidade caminharam juntos, criando estruturas protegidas pelo dinheiro. O colapso começa antes da mudança oficial de ciclo. Em 2 de julho de 2019, ocorre um eclipse solar total em oposição a Saturno em Capricórnio, sinal clássico de perda de sustentação institucional. Pouco depois, em agosto de 2019, Epstein morre sob custódia, encerrando simbolicamente um modelo que já não se sustentava. Com a Grande Conjunção de 2020 em Aquário, inicia-se a triplicidade do Ar. O poder deixa de se apoiar apenas na matéria e passa a ser testado pela exposição, pelos dados e pela circulação de informação. Nesse contexto surgem escândalos corporativos, crises financeiras e o alerta atual de economistas sobre uma possível bolha da inteligência artificial: investimentos bilionários concentrados, custos elevados de infraestrutura e retorno muito abaixo do ritmo do capital investido. Não se trata do fracasso da tecnologia, mas da repetição de um padrão histórico. Se, no ciclo da Terra, o excesso foi a acumulação material sem limite, no Ar o excesso é a expectativa sem lastro. O que está ruindo não é o poder em si, mas um modelo utilizado. Veja os casos das Lojas Americanas e Banco Master no Brasil seguindo o modelo antigo. Astrologicamente, isso vai muito além de Saturno mudando de signo. É o desenrolar de uma história iniciada nas conjunções de Vênus, tensionada em 2019 e exposta a partir de 2020: um mundo que perdeu sustentação. Mas o mundo não se torna perfeito porque o modelo muda — ele apenas passa a enfrentar outros limites, outras crises e outras correções. #astrologia
3 dias ago
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Na astrologia tradicional, um dos primeiros passos de qualquer delineamento é identificar corretamente a casa envolvida. Muitos erros de interpretação não vêm da técnica, mas da escolha equivocada do lugar da questão.

Isso se torna ainda mais delicado quando lidamos com temas modernos — como concursos, vestibulares e seleções — que não existiam no mundo antigo. Ainda assim, podem ser compreendidos pelos princípios tradicionais, desde que se observe o que, de fato, está sendo julgado.

De modo geral, o sucesso e o reconhecimento pertencem à Casa X, mas aqui é mais genérico. O sucesso sobre um tema específico, vem da segunda casa a partir do tema. Ela representa o lucro que o nativo terá naquela situação. O caminho até esse sucesso varia, e é um ponto importante, que define a casa correta.

Provas baseadas em conhecimento, como vestibulares e concursos acadêmicos, apesar de competitivas, pertencem à Casa IX, pois avaliam o saber.

Já “provas” no sentido de provocações e provações, ligadas a desgaste, isolamento ou sacrifício, pertencem à Casa XII.

E um concurso de miss?

Não se avalia o saber, nem se trata de provação: o que está em jogo é o corpo e a imagem, temas da Casa I.

O mesmo termo — “concurso” — pode, portanto, pertencer a casas diferentes conforme sua natureza.

Certa vez, recebi a pergunta sobre um concurso literário infantil. O detalhe “infantil” foi decisivo: trouxe à análise a Casa V, ligada às crianças e à criatividade. Sem isso, a leitura teria sido superficial.

A vida moderna exige do astrólogo tradicional não apenas técnica, mas compreensão do contexto.

Sem definir corretamente a casa, nenhum método funciona.

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
Na astrologia tradicional, um dos primeiros passos de qualquer delineamento é identificar corretamente a casa envolvida. Muitos erros de interpretação não vêm da técnica, mas da escolha equivocada do lugar da questão. Isso se torna ainda mais delicado quando lidamos com temas modernos — como concursos, vestibulares e seleções — que não existiam no mundo antigo. Ainda assim, podem ser compreendidos pelos princípios tradicionais, desde que se observe o que, de fato, está sendo julgado. De modo geral, o sucesso e o reconhecimento pertencem à Casa X, mas aqui é mais genérico. O sucesso sobre um tema específico, vem da segunda casa a partir do tema. Ela representa o lucro que o nativo terá naquela situação. O caminho até esse sucesso varia, e é um ponto importante, que define a casa correta. Provas baseadas em conhecimento, como vestibulares e concursos acadêmicos, apesar de competitivas, pertencem à Casa IX, pois avaliam o saber. Já “provas” no sentido de provocações e provações, ligadas a desgaste, isolamento ou sacrifício, pertencem à Casa XII. E um concurso de miss? Não se avalia o saber, nem se trata de provação: o que está em jogo é o corpo e a imagem, temas da Casa I. O mesmo termo — “concurso” — pode, portanto, pertencer a casas diferentes conforme sua natureza. Certa vez, recebi a pergunta sobre um concurso literário infantil. O detalhe “infantil” foi decisivo: trouxe à análise a Casa V, ligada às crianças e à criatividade. Sem isso, a leitura teria sido superficial. A vida moderna exige do astrólogo tradicional não apenas técnica, mas compreensão do contexto. Sem definir corretamente a casa, nenhum método funciona. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
1 semana ago
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O método clássico é hierárquico: primeiro o tempo maior, depois o tempo do ano, depois o tempo do mês — e só então o momento.

Quando essa hierarquia é invertida, a astrologia perde sua natureza de leitura da ordem do mundo e passa a funcionar como um comentário simbólico do noticiário. 

A ironia é que o método nunca esteve tão acessível: textos, efemérides, softwares, traduções, e ainda assim há uma atenção além da média aos trânsitos diários. 

A astrologia não existe para correr atrás dos fatos, mas para escutar o ritmo invisível que os governa.

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
O método clássico é hierárquico: primeiro o tempo maior, depois o tempo do ano, depois o tempo do mês — e só então o momento. Quando essa hierarquia é invertida, a astrologia perde sua natureza de leitura da ordem do mundo e passa a funcionar como um comentário simbólico do noticiário.  A ironia é que o método nunca esteve tão acessível: textos, efemérides, softwares, traduções, e ainda assim há uma atenção além da média aos trânsitos diários.  A astrologia não existe para correr atrás dos fatos, mas para escutar o ritmo invisível que os governa. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
1 semana ago
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O estudo do mapa astrológico poderia ser dividido em duas metades. As condições do céu e as condições visíveis em uma determinada região da Terra.

Tudo o que se conceitua com a parte celeste da Astrologia diz respeito aos movimentos planetários, dos luminares, e suas condições. Se o planeta nasce antes ou depois do Sol, se está no movimento direto ou retrógrado, se está em aspecto a outro planeta, suas características, temperamento, seita, gênero, tudo isto está em relação à parte celeste da Astrologia.

Porém vivemos em um mundo terrestre, e a visibilidade deste céu, depende de onde estamos, em qual parte do globo terrestre estamos. Neste âmbito entra o conceito de Casas Astrológicas, ou Casas Terrestres, ou ainda Casas Mundanas.

De uma maneira muito simples, as casas astrológicas são a divisão do céu  em 12 partes.

Para que este céu seja dividido usamos dois pontos de referência: A linha do horizonte, e o meridiano. Em suma a esfera terrestre, que se estende para a celeste, tem um eixo vertical, que é o meridiano, e um horizontal, que é o horizonte.

A linha do horizonte tem o objetivo bem claro de nos apontar quais planetas são visíveis no céu. É um ponto de referência para determinação do Sect/Seita do mapa, junto com o Sol.

Outro objetivo da linha do Horizonte é apontar o signo ascendente, o signo zodiacal, situado exatamente no horizonte leste, no momento do nascimento.

Sem estas duas linhas é impossível calcular um mapa astrológico. Podemos fazer uma observação pura do céu, das relações e condições planetárias, mas não um mapa astrológico.

Já a linha do Meridiano aponta para os pontos mais alto e mais baixo, que um planeta pode alcançar em sua trajetória, do ponto de vista terrestre. O planeta nasce no horizonte , se eleva ate´culminar no ponto mais alto, e depois começa decair, e se põe no horizonte oeste.

Todos os planetas e luminares nascem ao leste e se põem, a oeste. A linha do Meridiano marca o Meio do céu (MC) Medium Coeli, o ponto mais alto do planeta no céu, e o Fundo do Céu (FC) Imun Coeli.

O Meio do Céu e o Fundo do Céu marcam o eixo vertical do mapa astrológico. Resumindo, o planeta nasce no horizonte leste, culmina no MC, se põe no horizonte Oeste, chega ao ponto mais baixo de sua trajetória diurnal (FC), e segue para nascer novamente no horizonte leste. Este é o MOVIMENTO PRIMÁRIO, derivado do movimento de rotação da Terra, que tem 24 horas de duração.

Em muitos momentos de sua Antologia, Vettius Valens discursa sobre o significado e nomes das as astrológicas, e durante um ponto onde trata da Profecção, ele lista de forma concisa os significados de cada uma das casas na visão helenista.

Casa 1: Ascendente – Leme, vida, corpo, espírito.

Casa 2: Meios de vida, portão de Hades, /receber, dividir, sombra, dar.

Casa 3: Irmãos, viver no exterior, rainha, autoridade, amigos, parentes, rendimentos, escravos.

Casa 4: Reputação, pai, filhos, cidade natal, lar, propriedades, habitação, o resultado das ações,, mudança de casa, perigo, morte, confinamento, segredos, privacidade.

Casa 5: O lugar dos filhos, amizade, generosidade, liberdade dos escravos, atos beneficentes ou bons.

Casa 6: Dos escravos, injúrias, inimigos, sofrimento, doenças.

Casa 7: Casamento, sucesso, união sexual, amizade,

Casa 8: Morte, lucros dos mortos, casa inativa, punição, fraqueza.

Casa 9: Amizade, viagens, lucros do exterior, ou de estrangeiros, a Casa de Deus, rei, proteção, acobertamento, astrologia, oráculos, a aparência de Deus, divinação, místico.

Casa 10: Os afazeres, o trabalho, reputação, avanço, progresso, filhos, esposa, mãe, mudanças, atividades inovadoras.

Casa 11: Amigos, esperanças, presentes, emancipação dos escravos.

Casa 12: Terras distantes, inimigos, escravos, injúrias, perigo, julgamento, sofrimento, morte, doenças.

Geralmente os significados são os mesmos ao longo da historia da Astrologia, mas alguns autores acrescentam suas próprias visões relativa às casas, e alguns significados podem se alterar.

Fontes:

Tratado das Esferas – Um Guia prático da Tradição Astrológica – /Helena Avelar e Luís Ribeiro – Prisma Edições

Antology – Vettius Valens – Book II

Helenistic Astrology,  The study of fate and fortune – Chris Brennan

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