ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
O ingresso de Júpiter em Gêmeos certamente movimentará alguns assuntos no contexto coletivo. Dada a natureza quente de ambos, é bastante provável que haja algum avanço. No entanto, isso também cria condições instáveis.

Particularmente, penso que os trânsitos têm menos impacto no comportamento pessoal e são mais relevantes para eventos naturais, políticos, científicos e assuntos pontuais que afetam as massas.

O impacto é ainda maior quando conseguimos relacioná-los com outros recursos astrológicos para uma compreensão completa.

Júpiter ingressa em Gêmeos no plano de fundo da carta de ingresso do Sol em Áries, posicionando-se na casa 6. Em 1°50’ de Gêmeos, temos o Lote das Chuvas de Al Biruni, e para o próximo quadrante as condições permanecem inalteradas. Em 20 de junho, a carta de ingresso do Sol em Câncer também terá o ascendente em Capricórnio, posicionando Júpiter novamente na casa 6 em Gêmeos, com o Lote das Chuvas nessa mesma casa. Isso indica novas chuvas e coloca novamente em destaque o tema da infraestrutura (casa 6), mas agora parece se deslocar para o nordeste.

Se compararmos com a última conjunção Júpiter-Saturno, veremos que este ingresso de Júpiter forma um trígono com o grau da conjunção, o que nos leva a temas científicos e políticos. Isso pode indicar um período de importantes descobertas científicas e ajustes políticos em questões críticas. Ontem mesmo (22 de maio de 2024), com Júpiter nos graus finais de Touro, mais países reconheceram o Estado Palestino. Será este um dos temas com dificuldades e resistência para aceitação dos que ainda não reconheceram?

É importante notar que este trânsito já começa com uma quadratura por signo com Saturno em Peixes. Apesar de haver uma recepção para Júpiter, ainda indica idealismo e possíveis decepções com aqueles ligados à religiosidade e espiritualidade, além de resistências a novos rumos, descobertas e assuntos políticos.

Temas mais flexíveis sobre moral e responsabilidades podem ser causas de polêmicas.

Será necessário estabelecer prioridades para conseguir integrar elementos diferentes.

#astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa #jupiteremgemeos
O ingresso de Júpiter em Gêmeos certamente movimentará alguns assuntos no contexto coletivo. Dada a natureza quente de ambos, é bastante provável que haja algum avanço. No entanto, isso também cria condições instáveis. Particularmente, penso que os trânsitos têm menos impacto no comportamento pessoal e são mais relevantes para eventos naturais, políticos, científicos e assuntos pontuais que afetam as massas. O impacto é ainda maior quando conseguimos relacioná-los com outros recursos astrológicos para uma compreensão completa. Júpiter ingressa em Gêmeos no plano de fundo da carta de ingresso do Sol em Áries, posicionando-se na casa 6. Em 1°50’ de Gêmeos, temos o Lote das Chuvas de Al Biruni, e para o próximo quadrante as condições permanecem inalteradas. Em 20 de junho, a carta de ingresso do Sol em Câncer também terá o ascendente em Capricórnio, posicionando Júpiter novamente na casa 6 em Gêmeos, com o Lote das Chuvas nessa mesma casa. Isso indica novas chuvas e coloca novamente em destaque o tema da infraestrutura (casa 6), mas agora parece se deslocar para o nordeste. Se compararmos com a última conjunção Júpiter-Saturno, veremos que este ingresso de Júpiter forma um trígono com o grau da conjunção, o que nos leva a temas científicos e políticos. Isso pode indicar um período de importantes descobertas científicas e ajustes políticos em questões críticas. Ontem mesmo (22 de maio de 2024), com Júpiter nos graus finais de Touro, mais países reconheceram o Estado Palestino. Será este um dos temas com dificuldades e resistência para aceitação dos que ainda não reconheceram? É importante notar que este trânsito já começa com uma quadratura por signo com Saturno em Peixes. Apesar de haver uma recepção para Júpiter, ainda indica idealismo e possíveis decepções com aqueles ligados à religiosidade e espiritualidade, além de resistências a novos rumos, descobertas e assuntos políticos. Temas mais flexíveis sobre moral e responsabilidades podem ser causas de polêmicas. Será necessário estabelecer prioridades para conseguir integrar elementos diferentes. #astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa #jupiteremgemeos
14 horas ago
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O tema da amizade geralmente é analisado segundo os assuntos da casa XI. Alguns astrólogos examinam posições específicas, mas Ptolomeu aborda o tema comparando cartas astrológicas, de maneira similar a uma sinastria simplificada.

Segundo ele, as amizades tendem a ser mais duradouras e indissolúveis quando, ao comparar ambas as cartas, encontramos Sol, Lua, Ascendente e Lote da Fortuna nos mesmos signos, em signos compatíveis ou em recepções mútuas. Se todos ou a maioria desses elementos estiverem alinhados dessa forma, a amizade será fácil, segura e indissolúvel.

Quando esses elementos estão em signos disjuntos (que não possibilitam nenhum aspecto maior entre si) ou opostos, produzem inimizades profundas ou desavenças.
Se eles não estiverem posicionados nessas formas, mas apenas em signos que fazem aspectos uns com os outros, se estiverem em trígono ou sextil, promovem simpatias menores; se em quadratura, geram antipatias menores.

Ptolomeu também menciona que os períodos de maior movimento ou silêncio, bem como de conversas mais frequentes, ocorrem quando os planetas maléficos ou benéficos transitam sobre esses pontos. Quando os benéficos transitam por esses pontos, significam paz nas amizades e tréguas em desavenças. Quando os maléficos transitam por esses pontos, podem gerar discussões temporárias em amizades sólidas ou crises profundas em amizades menos sólidas.

Quando apenas os luminares estão em conformidade com o mencionado acima, as amizades são baseadas em escolhas. Quando apenas os ascendentes ou o Lote da Fortuna estão alinhados, as amizades são formadas a partir de prazer.

É importante notar que há diversas abordagens astrológicas para o mesmo tema, e cada uma pode oferecer diferentes perspectivas que aprofundam o delineamento. Estas variações permitem uma compreensão mais rica e detalhada dos assuntos.

#astrologia #astrologiaclassica  #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
O tema da amizade geralmente é analisado segundo os assuntos da casa XI. Alguns astrólogos examinam posições específicas, mas Ptolomeu aborda o tema comparando cartas astrológicas, de maneira similar a uma sinastria simplificada. Segundo ele, as amizades tendem a ser mais duradouras e indissolúveis quando, ao comparar ambas as cartas, encontramos Sol, Lua, Ascendente e Lote da Fortuna nos mesmos signos, em signos compatíveis ou em recepções mútuas. Se todos ou a maioria desses elementos estiverem alinhados dessa forma, a amizade será fácil, segura e indissolúvel. Quando esses elementos estão em signos disjuntos (que não possibilitam nenhum aspecto maior entre si) ou opostos, produzem inimizades profundas ou desavenças. Se eles não estiverem posicionados nessas formas, mas apenas em signos que fazem aspectos uns com os outros, se estiverem em trígono ou sextil, promovem simpatias menores; se em quadratura, geram antipatias menores. Ptolomeu também menciona que os períodos de maior movimento ou silêncio, bem como de conversas mais frequentes, ocorrem quando os planetas maléficos ou benéficos transitam sobre esses pontos. Quando os benéficos transitam por esses pontos, significam paz nas amizades e tréguas em desavenças. Quando os maléficos transitam por esses pontos, podem gerar discussões temporárias em amizades sólidas ou crises profundas em amizades menos sólidas. Quando apenas os luminares estão em conformidade com o mencionado acima, as amizades são baseadas em escolhas. Quando apenas os ascendentes ou o Lote da Fortuna estão alinhados, as amizades são formadas a partir de prazer. É importante notar que há diversas abordagens astrológicas para o mesmo tema, e cada uma pode oferecer diferentes perspectivas que aprofundam o delineamento. Estas variações permitem uma compreensão mais rica e detalhada dos assuntos. #astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
4 dias ago
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Não podemos simplificar a essência da dignidade planetária ao associá-la apenas ao “bom”, enquanto a debilidade é automaticamente interpretada como “mau”.

Um equívoco comum é assumir que um planeta em sua dignidade irá manifestar apenas seus temas positivos, enquanto um planeta em debilidade sempre trará seus aspectos mais desafiadores.

Uma abordagem mais precisa é entender que um planeta sempre representa os mesmos temas, independentemente do signo em que se encontra. Quando em sua dignidade, de acordo com a escala de poder, esses temas podem ser expressos com maior facilidade, mas quando em debilidade, sua expressão pode ser diferente e requerer mais esforço.

Um planeta em seu domicílio está fortalecido, enfrentando os aspectos com outros planetas com maior vigor. Se os aspectos forem difíceis, ele os enfrentará com mais poder; porém, se estiver em sua debilidade, sua resposta será mais branda. O mesmo ocorre com os aspectos harmoniosos, onde um planeta em dignidade pode aproveitar melhor as oportunidades trazidas por outros planetas.

As dificuldades nos temas de um planeta surgem quando ele está em aspecto desafiador com maléficos ou em uma posição cadente. Quando essas situações se combinam, os desafios podem ser ainda mais acentuados.

Para os entusiastas da astrologia tradicional, convido-os a seguir-me aqui no Instagram ou no canal Astrologia Clássica no YouTube, onde oferecemos vídeos exclusivos semanalmente.

#astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
Não podemos simplificar a essência da dignidade planetária ao associá-la apenas ao “bom”, enquanto a debilidade é automaticamente interpretada como “mau”. Um equívoco comum é assumir que um planeta em sua dignidade irá manifestar apenas seus temas positivos, enquanto um planeta em debilidade sempre trará seus aspectos mais desafiadores. Uma abordagem mais precisa é entender que um planeta sempre representa os mesmos temas, independentemente do signo em que se encontra. Quando em sua dignidade, de acordo com a escala de poder, esses temas podem ser expressos com maior facilidade, mas quando em debilidade, sua expressão pode ser diferente e requerer mais esforço. Um planeta em seu domicílio está fortalecido, enfrentando os aspectos com outros planetas com maior vigor. Se os aspectos forem difíceis, ele os enfrentará com mais poder; porém, se estiver em sua debilidade, sua resposta será mais branda. O mesmo ocorre com os aspectos harmoniosos, onde um planeta em dignidade pode aproveitar melhor as oportunidades trazidas por outros planetas. As dificuldades nos temas de um planeta surgem quando ele está em aspecto desafiador com maléficos ou em uma posição cadente. Quando essas situações se combinam, os desafios podem ser ainda mais acentuados. Para os entusiastas da astrologia tradicional, convido-os a seguir-me aqui no Instagram ou no canal Astrologia Clássica no YouTube, onde oferecemos vídeos exclusivos semanalmente. #astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
1 semana ago
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Oi pra todos!

Estamos enfrentando dificuldades para acessar a plataforma de cursos.

Os desenvolvedores estavam realizando uma atualização grande na plataforma e ocorreu um erro que está impossibilitando o acesso à página do curso.

Os técnicos estão trabalhando para restaurar o acesso, mas enquanto não finalizam temos um endereço alternativo que está disponível nos destaques aqui. 

Peço desculpas pelo inconveniente e conto com sua compreensão.
Oi pra todos! Estamos enfrentando dificuldades para acessar a plataforma de cursos. Os desenvolvedores estavam realizando uma atualização grande na plataforma e ocorreu um erro que está impossibilitando o acesso à página do curso. Os técnicos estão trabalhando para restaurar o acesso, mas enquanto não finalizam temos um endereço alternativo que está disponível nos destaques aqui. Peço desculpas pelo inconveniente e conto com sua compreensão.
2 semanas ago
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Nas colunas astrológicas sobre previsões gerais é comum o termo “fora de Curso”. Geralmente quando o assunto é a condição da Lua.

Antes de partirmos para compreender o que esta condição representa, vamos entender comoe ste conceito sofre algumas mudanças ao longo da Historia astrológica e consequentemente para os astrológos contemporâneos.

O conceito de “vazio do curso” aparece pela primeira vez na tradição helenista, em torno do século 1 E.C.

Para os helenistas a Lua era considerada fora de curso se não estivesse se aplicando em aspecto maior (sêxtil, quadratura, trígono e oposição), ou conjunção com nenhum planeta dentro dos 30 graus do signo. Isto mporque para os Helenistas a ideia de aspecto por grau (aplicação, separação) não existia. Um planeta ou luminar poderia formar aspecto com outro, por relação zodiacal somente. Ou seja, o signo é quem dava a condição do aspecto. E esta é a base do aspecto, cujo termo significa algo parecido com “ver”. Nesta condição a Lua estava solta, e ficaria nesta condição por aproximadamente 1 dia e meio.

Para os Helenistas

O termo grego original para o vazio naturalmente era kenodromia (κενοδρομία), que significa “funcionar no vácuo”.

Para os helenistas, assim como em outras épocas, algumas considerações eram importantes. Em Mathesis Livro IV, Julius Firmicus Maternus diz que Lua não é vazia de curso se um benéfico (Júpiter ou Vênus) estiver em um ângulo, ou seja, uma casa angular: a 1, 4, 7 ou 10).

Com os árabes, que introduziram a ideia de orb planetário, o conceito se alterou. A “lua Vazia de Curso” era considerada quando a Lua não se aplicasse em aspecto a um outro planeta até mudar de signo.

A introdução do orb de aspecto cria as novas dinâmicas aos aspectos. Com a utilização dos aspectos usando graus, ao invés de signos, veio a introdução de zonas de influência ou orbs, consistindo de um determinado número de graus em que o aspecto é eficaz tanto antes como após o grau exato do aspecto.

Seguindo a adoção de orbs e aspectos baseados em graus, ao invés de signos, os árabes também começaram a usar um sistema muito complexo de separar e aplicar os aspectos e tais relações como translação e coleção de luz, refranação, proibição e frustração. Estas mudanças permitiram extrair uma grande quantidade de informações sobre a interação, tanto do passado e do presente dos planetas envolvidos.

“Portanto, se você encontrar o Senhor do Ascendente e a Lua vazios, é claro não se unindo a ninguém, proclame o retardamento e o prolongamento do assunto, e que o assunto deve ser menos estimado de acordo com o que você vê. E olhe para o planeta ao qual a Lua se unirá, depois de sair do signo em que se encontra e julgue o resultado da questão de acordo com o planeta “. –

Masha’allah “On receptions”

William Lilly, Séc XVII traz a ideia da Lua Vazia de curso como um dos requisitos pré julgamento da carta. Em sua concepção, algumas situções impediriam a carta de ser interpretada. A carta não era “radical” e não poderia ser lida. Em uma destas considerações ele cita a Lua Vazia de Curso.

COMO INTERPRETAR

Bem, se você está buscando esta informação para uma carta natal, saiba que este tema é pouco considerado na Astrologia Natal. Isto porque as condições da Lua são importantes para compreender o desenrolar dos acontecimentos, o timing dos eventos.

Na carta natal, a Lua vazia, assim como um planeta sem dignidade dirá mais sobre a qualidade dos assuntos por eles significados, do que propriamente os próximos passos.

Para a Astrologia horária, há algumas abordagens diferentes. Em geral, quando a Lua muda de signo antes de aperfeiçoar o aspecto, indica uma mudança muito significativa na “sensação” da situação antes de resolver. Mas alguns astrólogos definem o vazio da Lua, como um esvaziamento do assunto, uma perda de impulso.

Seja qual for sua linha de abordagem, tenha em mente que o próximo aspecto aplicado pela Lua dirá sobre o desenrolar dos eventos na questão mencionada.

Fontes:

Dykes, Benjamin N. (trans. and ed.), Introductions to Traditional Astrology: Abu Ma’shar and al Qabisi, Cazimi Press, Minneapolis, MN, 2010.

Lilly, William, Christian Astrology, 1647 (repr. Ascella, London, 1999).

Porphyry the Philosopher, Introduction to the Tetrabiblos, trans. James Herschel Holden, American Federation of Astrologers, Tempe, AZ, 2009.

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