ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
Na astrologia tradicional, um dos primeiros passos de qualquer delineamento é identificar corretamente a casa envolvida. Muitos erros de interpretação não vêm da técnica, mas da escolha equivocada do lugar da questão.

Isso se torna ainda mais delicado quando lidamos com temas modernos — como concursos, vestibulares e seleções — que não existiam no mundo antigo. Ainda assim, podem ser compreendidos pelos princípios tradicionais, desde que se observe o que, de fato, está sendo julgado.

De modo geral, o sucesso e o reconhecimento pertencem à Casa X, mas aqui é mais genérico. O sucesso sobre um tema específico, vem da segunda casa a partir do tema. Ela representa o lucro que o nativo terá naquela situação. O caminho até esse sucesso varia, e é um ponto importante, que define a casa correta.

Provas baseadas em conhecimento, como vestibulares e concursos acadêmicos, apesar de competitivas, pertencem à Casa IX, pois avaliam o saber.

Já “provas” no sentido de provocações e provações, ligadas a desgaste, isolamento ou sacrifício, pertencem à Casa XII.

E um concurso de miss?

Não se avalia o saber, nem se trata de provação: o que está em jogo é o corpo e a imagem, temas da Casa I.

O mesmo termo — “concurso” — pode, portanto, pertencer a casas diferentes conforme sua natureza.

Certa vez, recebi a pergunta sobre um concurso literário infantil. O detalhe “infantil” foi decisivo: trouxe à análise a Casa V, ligada às crianças e à criatividade. Sem isso, a leitura teria sido superficial.

A vida moderna exige do astrólogo tradicional não apenas técnica, mas compreensão do contexto.

Sem definir corretamente a casa, nenhum método funciona.

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
Na astrologia tradicional, um dos primeiros passos de qualquer delineamento é identificar corretamente a casa envolvida. Muitos erros de interpretação não vêm da técnica, mas da escolha equivocada do lugar da questão. Isso se torna ainda mais delicado quando lidamos com temas modernos — como concursos, vestibulares e seleções — que não existiam no mundo antigo. Ainda assim, podem ser compreendidos pelos princípios tradicionais, desde que se observe o que, de fato, está sendo julgado. De modo geral, o sucesso e o reconhecimento pertencem à Casa X, mas aqui é mais genérico. O sucesso sobre um tema específico, vem da segunda casa a partir do tema. Ela representa o lucro que o nativo terá naquela situação. O caminho até esse sucesso varia, e é um ponto importante, que define a casa correta. Provas baseadas em conhecimento, como vestibulares e concursos acadêmicos, apesar de competitivas, pertencem à Casa IX, pois avaliam o saber. Já “provas” no sentido de provocações e provações, ligadas a desgaste, isolamento ou sacrifício, pertencem à Casa XII. E um concurso de miss? Não se avalia o saber, nem se trata de provação: o que está em jogo é o corpo e a imagem, temas da Casa I. O mesmo termo — “concurso” — pode, portanto, pertencer a casas diferentes conforme sua natureza. Certa vez, recebi a pergunta sobre um concurso literário infantil. O detalhe “infantil” foi decisivo: trouxe à análise a Casa V, ligada às crianças e à criatividade. Sem isso, a leitura teria sido superficial. A vida moderna exige do astrólogo tradicional não apenas técnica, mas compreensão do contexto. Sem definir corretamente a casa, nenhum método funciona. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
18 horas ago
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O método clássico é hierárquico: primeiro o tempo maior, depois o tempo do ano, depois o tempo do mês — e só então o momento.

Quando essa hierarquia é invertida, a astrologia perde sua natureza de leitura da ordem do mundo e passa a funcionar como um comentário simbólico do noticiário. 

A ironia é que o método nunca esteve tão acessível: textos, efemérides, softwares, traduções, e ainda assim há uma atenção além da média aos trânsitos diários. 

A astrologia não existe para correr atrás dos fatos, mas para escutar o ritmo invisível que os governa.

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
O método clássico é hierárquico: primeiro o tempo maior, depois o tempo do ano, depois o tempo do mês — e só então o momento. Quando essa hierarquia é invertida, a astrologia perde sua natureza de leitura da ordem do mundo e passa a funcionar como um comentário simbólico do noticiário.  A ironia é que o método nunca esteve tão acessível: textos, efemérides, softwares, traduções, e ainda assim há uma atenção além da média aos trânsitos diários.  A astrologia não existe para correr atrás dos fatos, mas para escutar o ritmo invisível que os governa. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
2 dias ago
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É legítimo perguntar se uma conjunção como Saturno–Netuno pode ser analisada sob a ótica da astrologia tradicional. E a resposta honesta é: com dificuldade, mas não sem método. O problema não é Saturno — o problema é Netuno.

A astrologia tradicional trabalha com naturezas definidas e participação clara na ordem celeste. Netuno não possui estes critérios. Mesmo sua associação moderna ao signo de Peixes é simbólica, não técnica. Por isso, qualquer tentativa de leitura tradicional precisa começar reconhecendo esse limite.

Ainda assim, é possível fazer um exercício coerente. Na astrologia tradicional, quando dois planetas estão em conjunção, o mais pesado e mais lento molda a natureza do encontro. Ele impõe sua qualidade ao outro. Netuno é mais lento, mais distante e mais pesado que Saturno. Logo, Netuno domina a conjunção.

A conjunção ocorre em Áries, signo de fogo, cardinal. Para Saturno, é um signo de queda, um lugar de fraqueza e perda de autoridade.

Temos então uma combinação delicada: um planeta de dissolução (Netuno) dominando um planeta de rigidez e tempo (Saturno) em um signo que rejeita contenção.

Na tradição, a força de um planeta é avaliada por dignidades, seita, gênero, entre outros pontos. Netuno não participa desse sistema. Ele domina pelo peso, mas não possui estrutura para sustentar aquilo que domina.
O resultado é paradoxal: o planeta que governa a conjunção não tem forma, enquanto o planeta da forma (Saturno) está debilitado.

Essa conjunção indicaria uma fase em que as estruturas da realidade ficariam porosas.

Isso poderia se manifestar como: novas espiritualidades, novas formas de trabalho, menos vínculo, tecnologias que criam realidades paralelas (como IA e mundos virtuais). 

Mas também: confusão entre o real e o ilusório, perda de critérios, espiritualidade difusa, instituições que existem mais como narrativa do que como estrutura real. Os grande blocos do mundo [econômicos, políticos, etc] perdendo suas importâncias e funções.

A conjunção Saturno–Netuno pode ser observada pela ótica tradicional, mas ela revela justamente os limites do pensamento moderno: um planeta que governa sem forma, e um planeta da forma enfraquecido.
É legítimo perguntar se uma conjunção como Saturno–Netuno pode ser analisada sob a ótica da astrologia tradicional. E a resposta honesta é: com dificuldade, mas não sem método. O problema não é Saturno — o problema é Netuno. A astrologia tradicional trabalha com naturezas definidas e participação clara na ordem celeste. Netuno não possui estes critérios. Mesmo sua associação moderna ao signo de Peixes é simbólica, não técnica. Por isso, qualquer tentativa de leitura tradicional precisa começar reconhecendo esse limite. Ainda assim, é possível fazer um exercício coerente. Na astrologia tradicional, quando dois planetas estão em conjunção, o mais pesado e mais lento molda a natureza do encontro. Ele impõe sua qualidade ao outro. Netuno é mais lento, mais distante e mais pesado que Saturno. Logo, Netuno domina a conjunção. A conjunção ocorre em Áries, signo de fogo, cardinal. Para Saturno, é um signo de queda, um lugar de fraqueza e perda de autoridade. Temos então uma combinação delicada: um planeta de dissolução (Netuno) dominando um planeta de rigidez e tempo (Saturno) em um signo que rejeita contenção. Na tradição, a força de um planeta é avaliada por dignidades, seita, gênero, entre outros pontos. Netuno não participa desse sistema. Ele domina pelo peso, mas não possui estrutura para sustentar aquilo que domina. O resultado é paradoxal: o planeta que governa a conjunção não tem forma, enquanto o planeta da forma (Saturno) está debilitado. Essa conjunção indicaria uma fase em que as estruturas da realidade ficariam porosas. Isso poderia se manifestar como: novas espiritualidades, novas formas de trabalho, menos vínculo, tecnologias que criam realidades paralelas (como IA e mundos virtuais). Mas também: confusão entre o real e o ilusório, perda de critérios, espiritualidade difusa, instituições que existem mais como narrativa do que como estrutura real. Os grande blocos do mundo [econômicos, políticos, etc] perdendo suas importâncias e funções. A conjunção Saturno–Netuno pode ser observada pela ótica tradicional, mas ela revela justamente os limites do pensamento moderno: um planeta que governa sem forma, e um planeta da forma enfraquecido.
1 semana ago
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Chegaram as reposições dos livros A Antologia de Vettius Valens e A Grande Introdução de Abu Ma’Shar.
Para adquirir seu livro acesse www.astrologiaclassica.com.br

Duas obras em português, indispensáveis para estudantes de astrologia tradicional.
#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
Chegaram as reposições dos livros A Antologia de Vettius Valens e A Grande Introdução de Abu Ma’Shar. Para adquirir seu livro acesse www.astrologiaclassica.com.br Duas obras em português, indispensáveis para estudantes de astrologia tradicional. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
2 semanas ago
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A Astrologia Eletiva é uma ramo da Astrologia que nos dá informações para a escolha de um momento ideal para o início de uma atividade.

Escolher um momento auspicioso para um lançamento de produto/serviço, abertura de uma empresa, casamento, assinatura de contrato, realização de uma cirurgia são algumas possibilidades tratadas na Astrologia Eletiva. No entanto, até mesmo para uma conversa importante esta técnica pode ser utilizada.

O princípio da Astrologia Eletiva é o movimento planetário ao longo do dia, e do ano, que nos apontará para as possíveis condições de sucesso de um determinado evento.

Este é um estudo antigo, talvez o mais antigo de toda a Astrologia, onde podemos observar nas culturas mais remotas a observação da Lua e sua fases, e também do solstícios e equinócios como momentos auspiciosos para determinadas ritualísticas.

A questão da ética e moral

É possível identificar um momento auspicioso para qualquer evento, independente de sua natureza? Sim, é possível, mas o astrólogo deve realizar?

Este é um impasse ético. Por exemplo na da escolha de um momento para o nascimento de um bebê. Quando o astrólogo escolhendo o momento astrológico adequado às solicitações paternas estaria interferindo nos planos naturais da vida deste pequeno ser.

Por este motivo alguns astrólogos não trabalham com análises eletivas para nascimentos.

O mesmo podemos estender para situações tidas como distantes da moral e regras sociais vigentes. Seria inadequado escolher um melhor momento para um assalto, ou para uma traição, e assim por diante.

A contrapartida da carta natal

Algumas questões eletivas devem também ser analisadas de acordo com as promessas natais, tais como casamentos, busca por sucesso, popularidade, e muitas outras nas quais podemos investigar condições da vida.

A pergunta é: Há uma tendência já expressa na carta natal para tal situação? Para isto, o astrólogo observará o tema eletivo e suas condições de realização.

O mesmo fazemos para a Revolução Solar. Quando observamos a possibilidade do evento ocorrer pelas promessas natais, podemos prosseguir.

A eletiva funciona como a identificação da oportunidade a ser aproveitada, e a carta natal juntamente com Revolução Solar a promessa do nativo em obter esta oportunidade para si.

O que observar

Aprender a Eletiva é questão para um curso, mas podemos destacar alguns pontos que são importantes analisar .

O primeiro é definir o período de tempo a analisar. Não é produtivo analisar indefinidamente os dias. Necessitamos saber qual período o consulente deseja que o evento será realizado, um mês, dois meses…

O segundo é definir o significador, qual planeta significa a situação. Por exemplo, um processo jurídico tem como significador Júpiter, mas o planeta regente da casa respectiva ao tema é um significador importante. O regente da casa 7, é o significador de um casamento, ou um relacionamento, mas Vênus também será um significador importante neste caso, como símbolo natural do romance.

Sempre a Lua simboliza o desenrolar do acontecimento. É ela quem importa, é a matéria a ser observada, o próprio acontecimento em si. As condições de dignidades e debilidades dos significadores e da Lua são muito importantes.

Não se deve escolher momentos em que a Lua se aproxima de aspecto difícil com outro planeta, ou mesmo quando está fora de curso.

Quanto mais planetas em dignidades essenciais na carta, melhor é, especialmente em casas benéficas, ou produtivas.

Os aspectos aplicados pela Lua indicam o que vem a seguir. Escolha um momento em que a Lua se encaminha para um bom aspecto.

O planeta regente do ascendente deve ter boa posição por casa. Este é um dos principais pontos da análise Certifique-se de que o momento escolhido o coloque em um bom lugar, que receba e aplique aspectos harmoniosos, e também que tenha dignidade essencial.

Estes são os principais pontos a observar. É claro que de uma maneira muito genérica, abrangente.

Cada tema tem suas particularidades. Escolher um momento para curar uma doença, extrair um dente é diferente de uma eletiva para alcance de popularidade. Um bom momento para abertura de uma empresa é diferente de um bom momento para o encerramento das atividades, ou mesmo uma aposentadoria.

Fontes: Dorotheus de Sidon, Carmem Astrologicum
Benjamin Dykes, Choices and inceptions – Traditional Electional Astrology

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