ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
A história da astrologia, em sua maioria contada por vozes masculinas, escondeu por séculos o papel fundamental de mulheres que não apenas praticaram, mas também inovaram e influenciaram profundamente essa arte milenar. 

Do período helenístico ao Renascimento, elas foram mestras, conselheiras e visionárias, desafiando as normas de suas épocas.

Este não é um relato de “curiosidades”, mas um reconhecimento de linhagem:

Heliodora (Séc. II-III, Egito): 
Descoberta recentemente em uma lápide no Egito como matematike. Isto no século II significa que ela dominava o uso de efemérides e tábuas de ascensão, algo que exigia anos de estudo formal, desmistificando a ideia de que a mulher na antiguidade só praticava uma “astrologia intuitiva”.


Princesa Buran (Séc. IX, Bagdá): 
No auge da era de ouro da astrologia árabe, Buran era uma autoridade na corte abássida. O episódio mais conhecido de Buran é um exemplo clássico de astrologia horária. Ela usou o céu do momento para identificar um perigo oculto ao califa. Isso mostra que, no Califado Abássida, o conhecimento astrológico era uma ferramenta de inteligência de Estado, e Buran estava no centro dessa engrenagem.


Mariam al-Astrulabi (Séc. X, Síria): 
A prática da astrologia exige precisão instrumental. Mariam foi a arquiteta dessa precisão, desenvolvendo astrolábios complexos que permitiam aos astrólogos de sua época determinar o Ascendente e as cúspides das casas com rigor matemático.


Maria Cunitz (Séc. XVII, Silésia): 
Ela não apenas “simplificou” Kepler; ela corrigiu erros de cálculo nas tábuas originais. Seu livro Urania Propitia foi escrito em latim e alemão para que o conhecimento não ficasse restrito à elite acadêmica masculina. Ela era uma ponte entre a astronomia de observação e a prática astrológica de gabinete.


Revisitar esses nomes é compreender que a tradição astrológica é uma tapeçaria tecida por muitas mãos. O rigor técnico e a perspicácia interpretativa nunca foram restritos por gênero, mas pela dedicação ao estudo dos astros.

Qual dessas figuras ressoa mais com a sua forma de estudar a tradição? Eu adoro Buran!

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #mulheresnaastrologia
A história da astrologia, em sua maioria contada por vozes masculinas, escondeu por séculos o papel fundamental de mulheres que não apenas praticaram, mas também inovaram e influenciaram profundamente essa arte milenar. Do período helenístico ao Renascimento, elas foram mestras, conselheiras e visionárias, desafiando as normas de suas épocas. Este não é um relato de “curiosidades”, mas um reconhecimento de linhagem: Heliodora (Séc. II-III, Egito):  Descoberta recentemente em uma lápide no Egito como matematike. Isto no século II significa que ela dominava o uso de efemérides e tábuas de ascensão, algo que exigia anos de estudo formal, desmistificando a ideia de que a mulher na antiguidade só praticava uma “astrologia intuitiva”. Princesa Buran (Séc. IX, Bagdá):  No auge da era de ouro da astrologia árabe, Buran era uma autoridade na corte abássida. O episódio mais conhecido de Buran é um exemplo clássico de astrologia horária. Ela usou o céu do momento para identificar um perigo oculto ao califa. Isso mostra que, no Califado Abássida, o conhecimento astrológico era uma ferramenta de inteligência de Estado, e Buran estava no centro dessa engrenagem. Mariam al-Astrulabi (Séc. X, Síria):  A prática da astrologia exige precisão instrumental. Mariam foi a arquiteta dessa precisão, desenvolvendo astrolábios complexos que permitiam aos astrólogos de sua época determinar o Ascendente e as cúspides das casas com rigor matemático. Maria Cunitz (Séc. XVII, Silésia):  Ela não apenas “simplificou” Kepler; ela corrigiu erros de cálculo nas tábuas originais. Seu livro Urania Propitia foi escrito em latim e alemão para que o conhecimento não ficasse restrito à elite acadêmica masculina. Ela era uma ponte entre a astronomia de observação e a prática astrológica de gabinete. Revisitar esses nomes é compreender que a tradição astrológica é uma tapeçaria tecida por muitas mãos. O rigor técnico e a perspicácia interpretativa nunca foram restritos por gênero, mas pela dedicação ao estudo dos astros. Qual dessas figuras ressoa mais com a sua forma de estudar a tradição? Eu adoro Buran! #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #mulheresnaastrologia
1 dia ago
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O Poder das Conjunções Médias: Saturno e Marte

Para quem estuda a tradição, as conjunções médias entre Saturno e Marte são termômetros críticos da história mundana. Se Abu Ma’shar dava ênfase especial aos encontros em Câncer — onde a debilidade mútua (Marte em queda e Saturno em detrimento) exacerba a malignidade — o cenário de 19 de abril de 2026 nos apresenta uma dinâmica distinta, mas igualmente tensa.

Desta vez, os dois maléficos se encontram no grau 7 de Áries. Diferente da passividade corrosiva de Câncer, Áries é o domicílio de Marte e a exaltação do Sol: um signo de fogo, cardinal e explosivo, e também a queda de Saturno.

O ponto crucial desta análise surge quando projetamos esta conjunção sobre o mapa do Ingresso do Sol em Áries para o mundo (Greenwich, Longitude 0°). Nesse mapa, o grau 7 de Áries cai precisamente na Casa 8.
Abu Ma’shar refere-se ao eixo das Casas 2 e 8 como o eixo financeiro, mas naturalmente, esta é uma casa de dificuldades. A presença dessa conjunção em uma casa de crise sugere:

1. Instabilidade Financeira: A secura de Marte e Saturno em um signo ígneo podem atuar como um estopim para o rompimento de bolhas econômicas ou crises de liquidez globais.

3.Eventos Geofísicos: A leitura técnica para um signo de fogo também aponta para liberações súbitas de pressão, como erupções vulcânicas violentas e eventos explosivos de grande impacto.

Muitos se perguntam sobre a duração desses efeitos. Na doutrina de Abu Ma’shar, uma conjunção em um signo cardinal como Áries indica eventos que se manifestam de forma súbita e intensa, mas que tendem a ter uma resolução mais rápida do que em signos fixos.

O “prazo de validade” mais crítico desta configuração permeia o ano solar (do ingresso de 2026 ao de 2027), mas Marte e Saturno se encontram a cada 2 anos aproximadamente.

O “fogo” de Áries, embora destrutivo, é também purificador. Para o sábio, o céu não é um carrasco, mas uma bússola.

Como ensinava a tradição persa, quem reconhece os ritmos do tempo não é escravo do fado, mas um observador consciente da ordem universal.  Não seja temeroso, porque cada ser habitante deste mundo tem seu próprio ritmo pessoal.
O Poder das Conjunções Médias: Saturno e Marte Para quem estuda a tradição, as conjunções médias entre Saturno e Marte são termômetros críticos da história mundana. Se Abu Ma’shar dava ênfase especial aos encontros em Câncer — onde a debilidade mútua (Marte em queda e Saturno em detrimento) exacerba a malignidade — o cenário de 19 de abril de 2026 nos apresenta uma dinâmica distinta, mas igualmente tensa. Desta vez, os dois maléficos se encontram no grau 7 de Áries. Diferente da passividade corrosiva de Câncer, Áries é o domicílio de Marte e a exaltação do Sol: um signo de fogo, cardinal e explosivo, e também a queda de Saturno. O ponto crucial desta análise surge quando projetamos esta conjunção sobre o mapa do Ingresso do Sol em Áries para o mundo (Greenwich, Longitude 0°). Nesse mapa, o grau 7 de Áries cai precisamente na Casa 8. Abu Ma’shar refere-se ao eixo das Casas 2 e 8 como o eixo financeiro, mas naturalmente, esta é uma casa de dificuldades. A presença dessa conjunção em uma casa de crise sugere: 1. Instabilidade Financeira: A secura de Marte e Saturno em um signo ígneo podem atuar como um estopim para o rompimento de bolhas econômicas ou crises de liquidez globais. 3.Eventos Geofísicos: A leitura técnica para um signo de fogo também aponta para liberações súbitas de pressão, como erupções vulcânicas violentas e eventos explosivos de grande impacto. Muitos se perguntam sobre a duração desses efeitos. Na doutrina de Abu Ma’shar, uma conjunção em um signo cardinal como Áries indica eventos que se manifestam de forma súbita e intensa, mas que tendem a ter uma resolução mais rápida do que em signos fixos. O “prazo de validade” mais crítico desta configuração permeia o ano solar (do ingresso de 2026 ao de 2027), mas Marte e Saturno se encontram a cada 2 anos aproximadamente. O “fogo” de Áries, embora destrutivo, é também purificador. Para o sábio, o céu não é um carrasco, mas uma bússola. Como ensinava a tradição persa, quem reconhece os ritmos do tempo não é escravo do fado, mas um observador consciente da ordem universal. Não seja temeroso, porque cada ser habitante deste mundo tem seu próprio ritmo pessoal.
3 dias ago
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Se você acha que o ingresso de um planeta ou o movimento retrógrado resolve ou cria todos os seus problemas astrológicos, precisamos conversar. 

Na Astrologia Clássica, a precisão vem do uso correto da técnica. Misturar os ramos é como tentar consertar um relógio com uma marreta.

Entenda de uma vez por todas as ferramentas de cada ramo:

1. Astrologia Natal (O DNA do Indivíduo)
Aqui o foco é a promessa de vida. Não adianta olhar o trânsito de hoje se ele não ressoa com a sua estrutura.

Ferramentas: Mapa Natal, Revoluções (Solar e Lunar), Firdaria, Profecções, Aphesis dos Lotes, Direções e Distribuições, Decênios.

A Realidade: Trânsitos diários têm pouca relevância aqui, a menos que ativem um ponto vital ou um cronocrator (senhor do tempo) do momento.

2. Astrologia Horária (A Resposta do Céu)
A arte de interpretar o céu no exato momento em que uma pergunta nasce.

Ferramentas: O mapa do momento da pergunta.
A Realidade: Aqui, sim, o “trânsito” imediato é o protagonista absoluto.

3. Astrologia Eletiva (A Escolha do Momento)
A busca pelo céu ideal para iniciar algo.

Ferramentas: Trânsitos e cartas abertas para identificar as melhores posições por casa e dignidade.

A Realidade: É o uso estratégico do tempo presente para semear o futuro.

4. Astrologia Mundial (O Destino das Nações)
O ramo mais complexo, que estuda grandes ciclos e eventos coletivos.

Ferramentas: Ingressos do Sol em Áries (a verdadeira Revolução Anual do Mundo), conjunções Júpiter-Saturno e Marte-Saturno, lunações e eclipses.

A Realidade: O trânsito do dia a dia é ruído de fundo para a história do mundo. O que importa são os grandes encontros planetários.
________________________________________
Historicamente, quando os antigos falavam em “trânsitos”, eles se referiam às Revoluções. Hoje, banalizou-se o uso dos trânsitos diários como se fossem a resposta para tudo. Há dificuldade em conseguir separar o clima geral das promessas pessoais.

Devemos ter menos ansiedade com o céu de hoje, mais estudo das técnicas que realmente movem os ponteiros da vida.

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
Se você acha que o ingresso de um planeta ou o movimento retrógrado resolve ou cria todos os seus problemas astrológicos, precisamos conversar. Na Astrologia Clássica, a precisão vem do uso correto da técnica. Misturar os ramos é como tentar consertar um relógio com uma marreta. Entenda de uma vez por todas as ferramentas de cada ramo: 1. Astrologia Natal (O DNA do Indivíduo) Aqui o foco é a promessa de vida. Não adianta olhar o trânsito de hoje se ele não ressoa com a sua estrutura. Ferramentas: Mapa Natal, Revoluções (Solar e Lunar), Firdaria, Profecções, Aphesis dos Lotes, Direções e Distribuições, Decênios. A Realidade: Trânsitos diários têm pouca relevância aqui, a menos que ativem um ponto vital ou um cronocrator (senhor do tempo) do momento. 2. Astrologia Horária (A Resposta do Céu) A arte de interpretar o céu no exato momento em que uma pergunta nasce. Ferramentas: O mapa do momento da pergunta. A Realidade: Aqui, sim, o “trânsito” imediato é o protagonista absoluto. 3. Astrologia Eletiva (A Escolha do Momento) A busca pelo céu ideal para iniciar algo. Ferramentas: Trânsitos e cartas abertas para identificar as melhores posições por casa e dignidade. A Realidade: É o uso estratégico do tempo presente para semear o futuro. 4. Astrologia Mundial (O Destino das Nações) O ramo mais complexo, que estuda grandes ciclos e eventos coletivos. Ferramentas: Ingressos do Sol em Áries (a verdadeira Revolução Anual do Mundo), conjunções Júpiter-Saturno e Marte-Saturno, lunações e eclipses. A Realidade: O trânsito do dia a dia é ruído de fundo para a história do mundo. O que importa são os grandes encontros planetários. ________________________________________ Historicamente, quando os antigos falavam em “trânsitos”, eles se referiam às Revoluções. Hoje, banalizou-se o uso dos trânsitos diários como se fossem a resposta para tudo. Há dificuldade em conseguir separar o clima geral das promessas pessoais. Devemos ter menos ansiedade com o céu de hoje, mais estudo das técnicas que realmente movem os ponteiros da vida. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
4 dias ago
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A escalada no Oriente Médio levanta uma questão crucial: estamos à beira de uma guerra generalizada? A astrologia mundana tradicional, que estuda os ciclos celestes e seu impacto em nações e eventos globais, oferece uma perspectiva sóbria e, para muitos, alarmante.

O que a Astrologia Clássica Revela sobre uma Guerra Global:

1.O Ingresso Mundial de 2026 (Greenwich): O mapa do Ingresso do Sol em Áries, calculado para o meridiano de Greenwich (0° Longitude), é o termômetro do estado do mundo. Em 20 de março de 2026, o Ascendente mundial será Leão, um signo Fixo, com Sol junto a Saturno na casa VIII. Isso significa que as tensões globais que se manifestarem neste período não serão passageiras; elas se enraizarão e persistirão por todo o ano de 2026, estabelecendo um estado de conflito contínuo em escala global.

2.O Transbordamento Cardinal de Áries: Embora o Ascendente mundial seja fixo (indicando duração), a concentração de planetas em Áries (Sol, Saturno, em abril, Marte) além de Lua e Vênus, é o que sinaliza o transbordamento de conflitos regionais para uma escala maior. Áries, o signo do início e da ação individual, quando ativado por maléficos como Marte e Saturno, indica que as potências se sentirão compelidas a agir para proteger seus interesses, podendo levar o conflito a “saltar” fronteiras.

3.A Conjunção Marte-Saturno em Áries (Abril de 2026): Esta “conjunção média” é o indicador clássico de “acidentes de guerra” e violência generalizada. Ocorrendo em Áries, ela sugere que o conflito no Oriente Médio poderá não ficar contido, mas se tornará o epicentro de uma disputa global por hegemonia, forçando alianças e confrontos em múltiplas frentes .

4.A Grande Mutação de 2020 e a Era do Ar: A transição para a triplicidade de Ar em 2020 indica que as guerras generalizadas desta era serão híbridas: físicas, ideológicas e tecnológicas. O “espalhamento” ocorrerá através de redes de informação, ciberataques e a formação de blocos globais, transformando disputas regionais em confrontos de coalizões.

Embora períodos concentrados de ataques possam ser rápidos, os conflitos não parecem ser pacificados.
#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
A escalada no Oriente Médio levanta uma questão crucial: estamos à beira de uma guerra generalizada? A astrologia mundana tradicional, que estuda os ciclos celestes e seu impacto em nações e eventos globais, oferece uma perspectiva sóbria e, para muitos, alarmante. O que a Astrologia Clássica Revela sobre uma Guerra Global: 1.O Ingresso Mundial de 2026 (Greenwich): O mapa do Ingresso do Sol em Áries, calculado para o meridiano de Greenwich (0° Longitude), é o termômetro do estado do mundo. Em 20 de março de 2026, o Ascendente mundial será Leão, um signo Fixo, com Sol junto a Saturno na casa VIII. Isso significa que as tensões globais que se manifestarem neste período não serão passageiras; elas se enraizarão e persistirão por todo o ano de 2026, estabelecendo um estado de conflito contínuo em escala global. 2.O Transbordamento Cardinal de Áries: Embora o Ascendente mundial seja fixo (indicando duração), a concentração de planetas em Áries (Sol, Saturno, em abril, Marte) além de Lua e Vênus, é o que sinaliza o transbordamento de conflitos regionais para uma escala maior. Áries, o signo do início e da ação individual, quando ativado por maléficos como Marte e Saturno, indica que as potências se sentirão compelidas a agir para proteger seus interesses, podendo levar o conflito a “saltar” fronteiras. 3.A Conjunção Marte-Saturno em Áries (Abril de 2026): Esta “conjunção média” é o indicador clássico de “acidentes de guerra” e violência generalizada. Ocorrendo em Áries, ela sugere que o conflito no Oriente Médio poderá não ficar contido, mas se tornará o epicentro de uma disputa global por hegemonia, forçando alianças e confrontos em múltiplas frentes . 4.A Grande Mutação de 2020 e a Era do Ar: A transição para a triplicidade de Ar em 2020 indica que as guerras generalizadas desta era serão híbridas: físicas, ideológicas e tecnológicas. O “espalhamento” ocorrerá através de redes de informação, ciberataques e a formação de blocos globais, transformando disputas regionais em confrontos de coalizões. Embora períodos concentrados de ataques possam ser rápidos, os conflitos não parecem ser pacificados. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
5 dias ago
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Vivemos em um mundo que vincula fortemente a autorealização à realização profissional.
Todos os anos milhares de estudantes prestam vestibulares tendo como objetivo encontrar a realização, o crescimento, e o reconhecimento social.

A escolha profissional está relacionada ao sentimento de satisfação, fazer algo que proporciona prazer na construção de uma carreira. O impacto da sociedade diante da importância da escolha profissional pode ter abalo negativo ou positivo. Já dizia Aristóteles, um homem vivendo em sociedade está no seu lugar na hierarquia dos seres.

A escolha correta da profissão pode ser mais simples do que se imagina. O primeiro passo é conhecer o perfil comportamental do nativo, é importante saber quais são suas vocações. O mais importante na escolha é ter afinidade com o que vai fazer.

COMO A ASTROLOGIA PODE SER ÚTIL

É na Astrologia Natal, na carta natal de prognósticos para toda a vida, que o destino se apresenta nas variadas facetas da vida (amor, profissão, dinheiro, família, etc), não infalível, mas que pode ser moldado pela consciência dos potenciais, e desafios.

É muito comum entre os praticantes da Astrologia Ocidental se referir a décima casa, ou mesmo o Meio do Céu como o ponto da carta mais diretamente relacionado à carreira e vocações, mas existem pontos, que mesmo antes, podem nos fornecer pistas importantes sobre as vocações do nativo.

Aqui abro um parêntesis, um nativo não tem uma única vocação, mas um conjunto de tendências comportamentais e habilidades mentais, motoras e emocionais que podem ser exploradas em mais de um caminho profissional.

Outro parêntesis para a relação da profissão e ganhos, riquezas. É comum no mundo moderno associar a profissão ao crescimento financeiro, porque a produção de recursos vem por meio do trabalho para a maioria das pessoas. Mas, ao identificar as vocações profissionais de um nativo pela carta natal, o astrólogo não está lhe abrindo as portas para riqueza. Este é outro tipo de avaliação. Pode sim, analisar as condições salariais que o nativo poderá encontrar em sua vida.

Vamos á algumas pistas técnicas para o delineamento da carta natal, que ajudam a identificar vocações:

Análise do temperamento

Embora o temperamento tenha uma relação aos temas de saúde e vitalidade, o comportamento imediato do nativo também pode ser muito bem analisado pelo temperamento. Existem fórmulas variadas para o cálculo do temperamento, mas todas giram em torno das condições do Sol, Lua e Ascendente. Alguns incorporam as fases do Sol e da Lua, outras fixam-se nos signos onde seus regentes estão posicionados. O importante é você compreender o fundamento da fórmula e escolher uma que se adapte às suas necessidades de trabalho.

Planeta Oriental

O planeta que nasce antes do Sol no horizonte (considerando movimento primário – sentido horário) nos dá algumas indicações sobre a abordagem da vida. Sua condição por dignidade/debilidade, a casa, seus temas indicarão a abordagem do nativo em relação à vida. Vênus oriental dará uma abordagem artística, estética. A Lua dará uma abordagem emocional, Mercúrio um abordagem intelectual, o Sol uma abordagem de busca por sucesso, Saturno uma abordagem de construção, Marte uma abordagem competitiva, Júpiter uma abordagem filosófica. Ele terá um papel importante na maneira como outras influências funcionam na carta.

O próximo aspecto da Lua

Se a Lua for regente do ascendente, regente da casa X, se estiver posicionada na casa X, seu próximo aspecto depois do nascimento também traz pistas sobre áreas profissionais.
A Lua, sendo o astro de movimento mais rápido, diz como a matéria se desenrola, “como” ela caminha para se realizar, e “o que” ela realiza.

Planetas Angulares

Planetas posicionados em casas angulares são fortes indicadores de vocações, especialmente no ascendente e casa X, ou em aspecto aos regentes do ascendente e da casa X.


O ascendente, seu regente, seu almuten e os planetas na casa I indicam as motivações da vida, que diretamente estão relacionadas à careira profissional, principalmente na vocação.

Casa X e MC

A maneira como a ocupação do nativo acontece. Além das áreas profissionais, vai indicar se a carreira flui com facilidade ou não, se há possibilidade de mudanças de direção na carreira, se haverá muitos trabalhos ou poucos, se o nativo chega a boa posições profissionais ou não.

Observar planetas na décima casa, o grau exato do MC, nos sistemas de domificação por quadrantes, e a décima segunda parte (dodecatemória) neste grau.

Marte

Tendo como tema a ação física, Marte também pode indicar onde o nativo emprega sua força, onde gasta sua energia diariamente.
A posição de Marte por signo, casa, e aspectos podem ajudar a definir profissão.

Mercúrio

Planeta associado à mente básica, Mercúrio abre possibilidades na definição da carreira quando analisamos o modo de pensar do nativo. Se é mais analítico, mais imaginativo, flexível, absorvente de condições externas, etc.

Este conjunto de observações, aliado à composição da carta como um todo dão ao astrólogo condições para identificar áreas profissionais afins para o nativo, no encontro com suas habilidades intelectuais, emocionais e físicas. Estamos falando de satisfação profissional.

Ganhos por trabalhos

Para analisar as condições de salários, ou ganhos extras por trabalho, observamos as condições da XI casa (Segunda casa – recursos a partir da casa X – ocupação), (Signo da cúspide e seu regente e aspectos).


Planetas dignos dão condições de recebimentos adequados, envolvendo planetas benéficos e dignos significa mais abundância, e planetas debilitados, ou maléficos debilitados menos facilidades.

Fluxo da carreira

Ao analisar o desenrolar da carreira ao longo do tempo utilizamos as técnicas preditivas. Costumo usar Firdaria e Revolução Solar.
A atenção vai para o MC, seu regente e o dispositor.

Por exemplo, uma carta com MC em Peixes tem Júpiter como regente do MC, e nesta carta Júpiter em Aquário, que é regido por Saturno.

A todo momento em que Saturno estiver em destaque nas demais técnicas preditivas, a carreira passa por momentos importantes. Se, na Revolução Solar, Saturno estiver angular, digno , com bons aspectos pode indicar estruturação, crescimento na carreira, se estiver debilitado, com aspectos desafiadores pode indicar fase difícil, crítica. Sempre em comparação com as condições da carta natal.

Vamos ver um exemplo.

A carta se refere a uma nativa , funcionária do setor de contabilidade que se aposentou em 201, e iniciou uma nova carreira depois da aposentadoria.

A casa X tem Mercúrio como regente, e Júpiter conjunto ao MC e Vênus na casa X se afastando de uma conjunção.

Mercúrio regente e dispositor de Vênus e Júpiter está na casa IX, em Touro.

O próximo aspecto da Lua é um trígono com Sol, no final da IX casa, e em conjunção ao MC.

A condição mutável da casa X, com Gêmeos, mostra a disponibilidade para mudanças de carreira. É um potencial versátil no ambiente de profissão, bastante moldável. Abre caminhos para mudanças profissionais, como também para construir duas ou mais carreiras simultâneas.

Percebermos que a relação de IX e carreira é forte. Em vocações pode indicar o trabalho acadêmico, mas também com a leis. Júpiter que está chegando ao MC, pelo movimento diurno, também tem como tema as Leis, o ato de julgar.

O planeta oriental nesta carta é Mercúrio que se posiciona na casa IX em Touro, uma abordagem mental da vida. Se satisfará mais em atividades de teor mental, intelectual, mas o signo fixo e da terra proporciona organização. Teve uma atividade administrativa em uma empresa contábil até se aposentar.

Prognósticos

A nativa se aposentou em 2016 e iniciou uma nova carreira. Iniciou seus estudos na faculdade de Direito. Conseguiu um estágio em 2019, e começou a advogar.

Ao analisar a Revolução solar de 2016 observamos Mercúrio em trígono a Júpiter. Mercúrio retrógrado, indicando o retorno na profissão. Também notei a relação entre Júpiter e Saturno na casa XII, indicando a retirada, o fim de uma etapa. ela se aposentou em 2016.

Júpiter é posicionado no mesmo grau em que Marte se posiciona na carta natal, em Virgem (mutável), mas na casa IX. Marte tem papel importante sobre o emprego da ação. Esta condição indica a mudança de direção na ocupação.

Pela Firdaria, em 2016 ela iniciou a Firdaria de Júpiter. A primeira subfirdaria do período tem mesmo planeta no comando, de forma que Júpiter indicava a mudança na carreira.

No período de 2018, ela iniciou a subfirdaria de Marte que foi até outubro de 2019. Foi neste período que ela conseguiu o estágio no escritório jurídico.

Existem muito mais pontos a analisar neste caso, mas com esta simples abordagem já é possível perceber o movimento da vida profissional.

Comments

  • simone

    Oi Ana, adorei a matéria, so peço um esclarecimento. A tabela da fidaria no final é de onde? Achei bem clara.

    05/16/2020
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