ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
Eclipses lunares atingem mais o povo do que os solares. Este do dia 3 de março mais ainda porque ocorre em um signo humano, Virgem (simbolizado por uma mulher) .

Dentre o que podemos perceber estão sensação de cansaço ou insônia, incômodos físicos.

Os temas de saúde pública, infraestrutura de fornecimento de serviços básicos gerais, movimentos em partidos políticos, instituições de classe.

#astrologiaclassica #astrologia #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional #eclipselunar
Eclipses lunares atingem mais o povo do que os solares. Este do dia 3 de março mais ainda porque ocorre em um signo humano, Virgem (simbolizado por uma mulher) . Dentre o que podemos perceber estão sensação de cansaço ou insônia, incômodos físicos. Os temas de saúde pública, infraestrutura de fornecimento de serviços básicos gerais, movimentos em partidos políticos, instituições de classe. #astrologiaclassica #astrologia #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional #eclipselunar
21 horas ago
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A Sinastria como Evidência, não Veredito

Muitos buscam a Sinastria como uma ferramenta de adivinhação sentimental: "Vou ser feliz com essa pessoa?". No entanto, na Astrologia Tradicional, a abordagem era muito mais objetiva e fundamentada na Astrologia Natal.

Diferente da prática contemporânea, que criou um "ramo" isolado para relacionamentos, autores como Vettius Valens (Séc. II) tratavam a interação entre mapas de forma pontual e pragmática.

Valens não fazia "leituras de sinastria" para medir compatibilidade amorosa. Ele observava testemunhos cruzados. Em sua Antologia, ele relata casos onde:

1. As promessas de fortuna ou declínio na carta de um pai eram confirmadas na carta do filho.

2. As tendências de saúde ou destino de um marido encontravam ecos exatos na carta da esposa.

Para os antigos, a sinastria era uma extensão do julgamento da vida do nativo. Se o seu mapa não promete estabilidade conjugal, não há "Vênus em trígono" com Vênus do outro que mude essa fundação. O foco era entender como duas vidas se entrelaçavam em eventos concretos, e não apenas em afinidades psicológicas.

A divulgação equivocada da astrologia transformou a sinastria em um sistema complexo de aspectos que, isolados do contexto natal, tornam-se ineficazes. Perdemos a simplicidade técnica em troca de uma "química astral" que muitas vezes não resiste ao tempo.

A sinastria serve para observar como dois destinos caminham juntos, mas ela nunca deve ignorar a promessa individual de cada carta.

#astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional
A Sinastria como Evidência, não Veredito Muitos buscam a Sinastria como uma ferramenta de adivinhação sentimental: "Vou ser feliz com essa pessoa?". No entanto, na Astrologia Tradicional, a abordagem era muito mais objetiva e fundamentada na Astrologia Natal. Diferente da prática contemporânea, que criou um "ramo" isolado para relacionamentos, autores como Vettius Valens (Séc. II) tratavam a interação entre mapas de forma pontual e pragmática. Valens não fazia "leituras de sinastria" para medir compatibilidade amorosa. Ele observava testemunhos cruzados. Em sua Antologia, ele relata casos onde: 1. As promessas de fortuna ou declínio na carta de um pai eram confirmadas na carta do filho. 2. As tendências de saúde ou destino de um marido encontravam ecos exatos na carta da esposa. Para os antigos, a sinastria era uma extensão do julgamento da vida do nativo. Se o seu mapa não promete estabilidade conjugal, não há "Vênus em trígono" com Vênus do outro que mude essa fundação. O foco era entender como duas vidas se entrelaçavam em eventos concretos, e não apenas em afinidades psicológicas. A divulgação equivocada da astrologia transformou a sinastria em um sistema complexo de aspectos que, isolados do contexto natal, tornam-se ineficazes. Perdemos a simplicidade técnica em troca de uma "química astral" que muitas vezes não resiste ao tempo. A sinastria serve para observar como dois destinos caminham juntos, mas ela nunca deve ignorar a promessa individual de cada carta. #astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional
2 dias ago
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Na doutrina clássica, a retrogradação não é mero contratempo, mas uma debilidade acidental severa. É o estado do planeta que, assemelhando-se a um homem enfermo e vacilante, caminha contra a ordem natural do Zodíaco.

Mercúrio em Peixes habita simultaneamente seu Detrimento e Queda. Ali, sua natureza seca e racional é afogada pela umidade excessiva do signo. Ao tornar-se Retrógrado, sua virtude é corrompida: ele perde a saúde, a direção e a força para cumprir o que promete.

Hermes, o mensageiro, encontra-se em território estrangeiro e hostil. Como um nauta sem bússola em mar revolto, suas palavras tornam-se vagas e seus julgamentos, imprecisos. A razão é subjugada pela fantasia.

Segundo os mestres medievais, um planeta nesta condição indica que o objeto da questão será demorado, destruído ou exigirá penosa repetição. O que é iniciado sob este céu raramente alcança sua perfeição original.

Sendo Peixes um signo de Água e, portanto, mudo, a comunicação torna-se falha ou oculta. O intelecto foca no invisível, mas tropeça no que é manifesto.

O planeta retrógrado em sua queda é incapaz de levar seus assuntos a um bom termo. É tempo de cautela nos contratos e silêncio nas deliberações, pois a promessa deste Mercúrio é instável como a espuma do mar.

É importante recordar que, na abóbada celeste, nenhuma condição subsiste isolada. O firmamento não é um tribunal de sentenças únicas, mas uma composição vasta e intrincada.

Embora Mercúrio se encontre em sua maior penúria, ele é apenas uma voz em um coro. Como em uma peça musical, uma nota dissonante não destrói a obra; ela exige, apenas, uma condução mais atenta do maestro.

Não cabe o desespero. Se outros luminares ou planetas benéficos lançam seus raios de proteção, a debilidade de Mercúrio pode ser mitigada. O céu é um organismo vivo; onde há sombra em um signo, pode haver luz e suporte em outro.

O sábio não teme o movimento dos astros, mas aprende a navegar conforme a maré. Respeite o tempo da mudez e da incerteza, mas saiba que a ordem do cosmos jamais se perde. 

#astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #mercurioretrogrado
Na doutrina clássica, a retrogradação não é mero contratempo, mas uma debilidade acidental severa. É o estado do planeta que, assemelhando-se a um homem enfermo e vacilante, caminha contra a ordem natural do Zodíaco. Mercúrio em Peixes habita simultaneamente seu Detrimento e Queda. Ali, sua natureza seca e racional é afogada pela umidade excessiva do signo. Ao tornar-se Retrógrado, sua virtude é corrompida: ele perde a saúde, a direção e a força para cumprir o que promete. Hermes, o mensageiro, encontra-se em território estrangeiro e hostil. Como um nauta sem bússola em mar revolto, suas palavras tornam-se vagas e seus julgamentos, imprecisos. A razão é subjugada pela fantasia. Segundo os mestres medievais, um planeta nesta condição indica que o objeto da questão será demorado, destruído ou exigirá penosa repetição. O que é iniciado sob este céu raramente alcança sua perfeição original. Sendo Peixes um signo de Água e, portanto, mudo, a comunicação torna-se falha ou oculta. O intelecto foca no invisível, mas tropeça no que é manifesto. O planeta retrógrado em sua queda é incapaz de levar seus assuntos a um bom termo. É tempo de cautela nos contratos e silêncio nas deliberações, pois a promessa deste Mercúrio é instável como a espuma do mar. É importante recordar que, na abóbada celeste, nenhuma condição subsiste isolada. O firmamento não é um tribunal de sentenças únicas, mas uma composição vasta e intrincada. Embora Mercúrio se encontre em sua maior penúria, ele é apenas uma voz em um coro. Como em uma peça musical, uma nota dissonante não destrói a obra; ela exige, apenas, uma condução mais atenta do maestro. Não cabe o desespero. Se outros luminares ou planetas benéficos lançam seus raios de proteção, a debilidade de Mercúrio pode ser mitigada. O céu é um organismo vivo; onde há sombra em um signo, pode haver luz e suporte em outro. O sábio não teme o movimento dos astros, mas aprende a navegar conforme a maré. Respeite o tempo da mudez e da incerteza, mas saiba que a ordem do cosmos jamais se perde.  #astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #mercurioretrogrado
3 dias ago
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Você sabia que o Sol nem sempre significa o coração na astrologia médica? 

Dependendo do planeta que o ocupa, a regência muda! Segundo a técnica de William Lilly, se o Sol estiver em Escorpião, o foco da tensão pode ser o coração. Se for Júpiter, a tensão se desloca para coxas e joelhos.

Essa é a magia da Melothesia clássica: uma anatomia que se move e se transforma conforme a dança dos astros. Um sistema de diagnóstico diferencial que sobreviveu por séculos.

A ideia básica é sempre iniciar com a 'cabeça' como parte do corpo associada ao signo em que o planeta tem domicílio...

Diferente da relação estática (Áries=Cabeça), a posição de um planeta em um signo altera sua manifestação anatômica.

Já conhecia essa tabela de derivação? Comenta aqui embaixo!

#astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
Você sabia que o Sol nem sempre significa o coração na astrologia médica? 

Dependendo do planeta que o ocupa, a regência muda! Segundo a técnica de William Lilly, se o Sol estiver em Escorpião, o foco da tensão pode ser o coração. Se for Júpiter, a tensão se desloca para coxas e joelhos.

Essa é a magia da Melothesia clássica: uma anatomia que se move e se transforma conforme a dança dos astros. Um sistema de diagnóstico diferencial que sobreviveu por séculos.

A ideia básica é sempre iniciar com a 'cabeça' como parte do corpo associada ao signo em que o planeta tem domicílio...

Diferente da relação estática (Áries=Cabeça), a posição de um planeta em um signo altera sua manifestação anatômica.

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Você sabia que o Sol nem sempre significa o coração na astrologia médica? Dependendo do planeta que o ocupa, a regência muda! Segundo a técnica de William Lilly, se o Sol estiver em Escorpião, o foco da tensão pode ser o coração. Se for Júpiter, a tensão se desloca para coxas e joelhos. Essa é a magia da Melothesia clássica: uma anatomia que se move e se transforma conforme a dança dos astros. Um sistema de diagnóstico diferencial que sobreviveu por séculos. A ideia básica é sempre iniciar com a 'cabeça' como parte do corpo associada ao signo em que o planeta tem domicílio... Diferente da relação estática (Áries=Cabeça), a posição de um planeta em um signo altera sua manifestação anatômica. Já conhecia essa tabela de derivação? Comenta aqui embaixo! #astrologia #astrologiaclassica #astrologiatradicional #anarodrigues_astrologa
5 dias ago
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Não diferente de outros ramos do conhecimento, não é muito fácil encontrar histórias sobre a participação das mulheres na Astrologia Antiga. As mulheres eram consideradas menos providas de inteligência, mas pesquisei e encontrei alguns relatos.

Neste episódio, trato da história de Júlia Balbila, dama de companhia da esposa do Imperador Adriano, que vinha de uma família de astrólogos. Júlia era bisneta do astrólogo Trasillos , e esteve muito vinculada à família do imperador, de forma a se intuir sua influência sobre o envolvimento do imperador com a Astrologia.

Um segundo exemplo é Hypatia de Alexandria, astrônoma, filósofa e matemática, uma mulher á frente de seu tempo, vestia-se como um professor, e não usava as vestimentas comuns para uma mulheres de sua época. Ela também dirigia sua própria carruagem. Hypatia ficou mais conhecida por seu trabalho na matemática.

A terceira mulher citada no áudio é a Rainha Seondeok de Silla, região antiga da Coreia do Sul. Como filha mais velha, Seondeok herdou o reino de seu pai, tornou-se a primeira rainha de Silla, e se dedicou muito para a expansão das ciências, construindo uma torre para observação das estrelas, a Torre da Lua e das Estrelas, que existe até hoje, como ruína.

Buran de Bagdá é o quarto exemplo citado no áudio, e esta sim se envolveu diretamente com a Astrologia, e esteve envolvida também na criação da Casa de Sabedoria, uma academia de ensino astrológico, que foi muito conhecida em seu tempo.

Conheça as histórias destas personagens, neste primeiro episódio da segunda temporada do Podcast de Histórias Astrológicas.

Fontes:

1 . Patricia Rosenmeyer, Inscrições de Versos Gregos no Egito Romano: A Voz de Julia Balbilla, Antiguidade Clássica 27, nº 2 (2008): 334-358

2. Tamsyn Barton,. Astrologia Antiga (Londres: Routledge, 2002).

3. Lee, Bae-yong . Women in Korean History. Ewha Womans University Press, 2008.

4. Wollock, Jennifer G.  Rethinking Chivalry and Courtly Love. Praeger, 2011

5. Kenneth Johnson, BURAN OF BAGHDAD – The Life and Times of an Astrological Woman
In the Early Middle Ages

6. Maria Dzielska, “Hipátia de Alexandria”, Relógio d’Água, 1ª Edição, 2009

Comments

  • Lidia Pita

    Adorei este Podcast, imagino que foi uma pesquisa difícil pela obscuridade do tema; gostei muito principalmente de saber da existência da Buran de Bagdá

    12/20/2022
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