ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
O escândalo Jeffrey Epstein não pode ser compreendido apenas como um evento astrológico isolado. Ele se insere no fim de um ciclo histórico marcado pela Grande Conjunção de Júpiter e Saturno em Touro, no ano 2000, que encerrou a triplicidade da Terra. Esse período consolidou um mundo baseado no poder financeiro, na acumulação material e na tolerância social aos excessos das elites. Em Touro, domicílio de Vênus, riqueza, prazer, sexo, entretenimento e popularidade caminharam juntos, criando estruturas protegidas pelo dinheiro.

O colapso começa antes da mudança oficial de ciclo. Em 2 de julho de 2019, ocorre um eclipse solar total em oposição a Saturno em Capricórnio, sinal clássico de perda de sustentação institucional. Pouco depois, em agosto de 2019, Epstein morre sob custódia, encerrando simbolicamente um modelo que já não se sustentava.

Com a Grande Conjunção de 2020 em Aquário, inicia-se a triplicidade do Ar. O poder deixa de se apoiar apenas na matéria e passa a ser testado pela exposição, pelos dados e pela circulação de informação. Nesse contexto surgem escândalos corporativos, crises financeiras e o alerta atual de economistas sobre uma possível bolha da inteligência artificial: investimentos bilionários concentrados, custos elevados de infraestrutura e retorno muito abaixo do ritmo do capital investido.

Não se trata do fracasso da tecnologia, mas da repetição de um padrão histórico. Se, no ciclo da Terra, o excesso foi a acumulação material sem limite, no Ar o excesso é a expectativa sem lastro. O que está ruindo não é o poder em si, mas um modelo utilizado. Veja os casos das Lojas Americanas e Banco Master no Brasil seguindo o modelo antigo.

Astrologicamente, isso vai muito além de Saturno mudando de signo. É o desenrolar de uma história iniciada nas conjunções de Vênus, tensionada em 2019 e exposta a partir de 2020: um mundo que perdeu sustentação.

Mas o mundo não se torna perfeito porque o modelo muda — ele apenas passa a enfrentar outros limites, outras crises e outras correções. #astrologia
O escândalo Jeffrey Epstein não pode ser compreendido apenas como um evento astrológico isolado. Ele se insere no fim de um ciclo histórico marcado pela Grande Conjunção de Júpiter e Saturno em Touro, no ano 2000, que encerrou a triplicidade da Terra. Esse período consolidou um mundo baseado no poder financeiro, na acumulação material e na tolerância social aos excessos das elites. Em Touro, domicílio de Vênus, riqueza, prazer, sexo, entretenimento e popularidade caminharam juntos, criando estruturas protegidas pelo dinheiro. O colapso começa antes da mudança oficial de ciclo. Em 2 de julho de 2019, ocorre um eclipse solar total em oposição a Saturno em Capricórnio, sinal clássico de perda de sustentação institucional. Pouco depois, em agosto de 2019, Epstein morre sob custódia, encerrando simbolicamente um modelo que já não se sustentava. Com a Grande Conjunção de 2020 em Aquário, inicia-se a triplicidade do Ar. O poder deixa de se apoiar apenas na matéria e passa a ser testado pela exposição, pelos dados e pela circulação de informação. Nesse contexto surgem escândalos corporativos, crises financeiras e o alerta atual de economistas sobre uma possível bolha da inteligência artificial: investimentos bilionários concentrados, custos elevados de infraestrutura e retorno muito abaixo do ritmo do capital investido. Não se trata do fracasso da tecnologia, mas da repetição de um padrão histórico. Se, no ciclo da Terra, o excesso foi a acumulação material sem limite, no Ar o excesso é a expectativa sem lastro. O que está ruindo não é o poder em si, mas um modelo utilizado. Veja os casos das Lojas Americanas e Banco Master no Brasil seguindo o modelo antigo. Astrologicamente, isso vai muito além de Saturno mudando de signo. É o desenrolar de uma história iniciada nas conjunções de Vênus, tensionada em 2019 e exposta a partir de 2020: um mundo que perdeu sustentação. Mas o mundo não se torna perfeito porque o modelo muda — ele apenas passa a enfrentar outros limites, outras crises e outras correções. #astrologia
17 horas ago
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Na astrologia tradicional, um dos primeiros passos de qualquer delineamento é identificar corretamente a casa envolvida. Muitos erros de interpretação não vêm da técnica, mas da escolha equivocada do lugar da questão.

Isso se torna ainda mais delicado quando lidamos com temas modernos — como concursos, vestibulares e seleções — que não existiam no mundo antigo. Ainda assim, podem ser compreendidos pelos princípios tradicionais, desde que se observe o que, de fato, está sendo julgado.

De modo geral, o sucesso e o reconhecimento pertencem à Casa X, mas aqui é mais genérico. O sucesso sobre um tema específico, vem da segunda casa a partir do tema. Ela representa o lucro que o nativo terá naquela situação. O caminho até esse sucesso varia, e é um ponto importante, que define a casa correta.

Provas baseadas em conhecimento, como vestibulares e concursos acadêmicos, apesar de competitivas, pertencem à Casa IX, pois avaliam o saber.

Já “provas” no sentido de provocações e provações, ligadas a desgaste, isolamento ou sacrifício, pertencem à Casa XII.

E um concurso de miss?

Não se avalia o saber, nem se trata de provação: o que está em jogo é o corpo e a imagem, temas da Casa I.

O mesmo termo — “concurso” — pode, portanto, pertencer a casas diferentes conforme sua natureza.

Certa vez, recebi a pergunta sobre um concurso literário infantil. O detalhe “infantil” foi decisivo: trouxe à análise a Casa V, ligada às crianças e à criatividade. Sem isso, a leitura teria sido superficial.

A vida moderna exige do astrólogo tradicional não apenas técnica, mas compreensão do contexto.

Sem definir corretamente a casa, nenhum método funciona.

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
Na astrologia tradicional, um dos primeiros passos de qualquer delineamento é identificar corretamente a casa envolvida. Muitos erros de interpretação não vêm da técnica, mas da escolha equivocada do lugar da questão. Isso se torna ainda mais delicado quando lidamos com temas modernos — como concursos, vestibulares e seleções — que não existiam no mundo antigo. Ainda assim, podem ser compreendidos pelos princípios tradicionais, desde que se observe o que, de fato, está sendo julgado. De modo geral, o sucesso e o reconhecimento pertencem à Casa X, mas aqui é mais genérico. O sucesso sobre um tema específico, vem da segunda casa a partir do tema. Ela representa o lucro que o nativo terá naquela situação. O caminho até esse sucesso varia, e é um ponto importante, que define a casa correta. Provas baseadas em conhecimento, como vestibulares e concursos acadêmicos, apesar de competitivas, pertencem à Casa IX, pois avaliam o saber. Já “provas” no sentido de provocações e provações, ligadas a desgaste, isolamento ou sacrifício, pertencem à Casa XII. E um concurso de miss? Não se avalia o saber, nem se trata de provação: o que está em jogo é o corpo e a imagem, temas da Casa I. O mesmo termo — “concurso” — pode, portanto, pertencer a casas diferentes conforme sua natureza. Certa vez, recebi a pergunta sobre um concurso literário infantil. O detalhe “infantil” foi decisivo: trouxe à análise a Casa V, ligada às crianças e à criatividade. Sem isso, a leitura teria sido superficial. A vida moderna exige do astrólogo tradicional não apenas técnica, mas compreensão do contexto. Sem definir corretamente a casa, nenhum método funciona. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
5 dias ago
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2/4
O método clássico é hierárquico: primeiro o tempo maior, depois o tempo do ano, depois o tempo do mês — e só então o momento.

Quando essa hierarquia é invertida, a astrologia perde sua natureza de leitura da ordem do mundo e passa a funcionar como um comentário simbólico do noticiário. 

A ironia é que o método nunca esteve tão acessível: textos, efemérides, softwares, traduções, e ainda assim há uma atenção além da média aos trânsitos diários. 

A astrologia não existe para correr atrás dos fatos, mas para escutar o ritmo invisível que os governa.

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
O método clássico é hierárquico: primeiro o tempo maior, depois o tempo do ano, depois o tempo do mês — e só então o momento. Quando essa hierarquia é invertida, a astrologia perde sua natureza de leitura da ordem do mundo e passa a funcionar como um comentário simbólico do noticiário.  A ironia é que o método nunca esteve tão acessível: textos, efemérides, softwares, traduções, e ainda assim há uma atenção além da média aos trânsitos diários.  A astrologia não existe para correr atrás dos fatos, mas para escutar o ritmo invisível que os governa. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
6 dias ago
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3/4
É legítimo perguntar se uma conjunção como Saturno–Netuno pode ser analisada sob a ótica da astrologia tradicional. E a resposta honesta é: com dificuldade, mas não sem método. O problema não é Saturno — o problema é Netuno.

A astrologia tradicional trabalha com naturezas definidas e participação clara na ordem celeste. Netuno não possui estes critérios. Mesmo sua associação moderna ao signo de Peixes é simbólica, não técnica. Por isso, qualquer tentativa de leitura tradicional precisa começar reconhecendo esse limite.

Ainda assim, é possível fazer um exercício coerente. Na astrologia tradicional, quando dois planetas estão em conjunção, o mais pesado e mais lento molda a natureza do encontro. Ele impõe sua qualidade ao outro. Netuno é mais lento, mais distante e mais pesado que Saturno. Logo, Netuno domina a conjunção.

A conjunção ocorre em Áries, signo de fogo, cardinal. Para Saturno, é um signo de queda, um lugar de fraqueza e perda de autoridade.

Temos então uma combinação delicada: um planeta de dissolução (Netuno) dominando um planeta de rigidez e tempo (Saturno) em um signo que rejeita contenção.

Na tradição, a força de um planeta é avaliada por dignidades, seita, gênero, entre outros pontos. Netuno não participa desse sistema. Ele domina pelo peso, mas não possui estrutura para sustentar aquilo que domina.
O resultado é paradoxal: o planeta que governa a conjunção não tem forma, enquanto o planeta da forma (Saturno) está debilitado.

Essa conjunção indicaria uma fase em que as estruturas da realidade ficariam porosas.

Isso poderia se manifestar como: novas espiritualidades, novas formas de trabalho, menos vínculo, tecnologias que criam realidades paralelas (como IA e mundos virtuais). 

Mas também: confusão entre o real e o ilusório, perda de critérios, espiritualidade difusa, instituições que existem mais como narrativa do que como estrutura real. Os grande blocos do mundo [econômicos, políticos, etc] perdendo suas importâncias e funções.

A conjunção Saturno–Netuno pode ser observada pela ótica tradicional, mas ela revela justamente os limites do pensamento moderno: um planeta que governa sem forma, e um planeta da forma enfraquecido.
É legítimo perguntar se uma conjunção como Saturno–Netuno pode ser analisada sob a ótica da astrologia tradicional. E a resposta honesta é: com dificuldade, mas não sem método. O problema não é Saturno — o problema é Netuno. A astrologia tradicional trabalha com naturezas definidas e participação clara na ordem celeste. Netuno não possui estes critérios. Mesmo sua associação moderna ao signo de Peixes é simbólica, não técnica. Por isso, qualquer tentativa de leitura tradicional precisa começar reconhecendo esse limite. Ainda assim, é possível fazer um exercício coerente. Na astrologia tradicional, quando dois planetas estão em conjunção, o mais pesado e mais lento molda a natureza do encontro. Ele impõe sua qualidade ao outro. Netuno é mais lento, mais distante e mais pesado que Saturno. Logo, Netuno domina a conjunção. A conjunção ocorre em Áries, signo de fogo, cardinal. Para Saturno, é um signo de queda, um lugar de fraqueza e perda de autoridade. Temos então uma combinação delicada: um planeta de dissolução (Netuno) dominando um planeta de rigidez e tempo (Saturno) em um signo que rejeita contenção. Na tradição, a força de um planeta é avaliada por dignidades, seita, gênero, entre outros pontos. Netuno não participa desse sistema. Ele domina pelo peso, mas não possui estrutura para sustentar aquilo que domina. O resultado é paradoxal: o planeta que governa a conjunção não tem forma, enquanto o planeta da forma (Saturno) está debilitado. Essa conjunção indicaria uma fase em que as estruturas da realidade ficariam porosas. Isso poderia se manifestar como: novas espiritualidades, novas formas de trabalho, menos vínculo, tecnologias que criam realidades paralelas (como IA e mundos virtuais). Mas também: confusão entre o real e o ilusório, perda de critérios, espiritualidade difusa, instituições que existem mais como narrativa do que como estrutura real. Os grande blocos do mundo [econômicos, políticos, etc] perdendo suas importâncias e funções. A conjunção Saturno–Netuno pode ser observada pela ótica tradicional, mas ela revela justamente os limites do pensamento moderno: um planeta que governa sem forma, e um planeta da forma enfraquecido.
2 semanas ago
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