ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
Na tradição astrológica, o "caráter maldoso" não é um veredito psicológico, mas uma análise da corrupção das faculdades da alma. O astrólogo antigo atuava como um perito, identificando se o nativo era inclinado à virtude ou se possuía uma natureza "depravada" ou "bestial".

Esta investigação levava em consideração 3 pontos fundamentais:

1- O tripe da alma [Lua, Mercúrio, Ascendente]. 
Para que uma alma seja considerada verdadeiramente inclinada ao mal, os antigos buscavam a aflição simultânea destes três pontos.

2 -A geometria da perversidade - 
A malícia raramente é absoluta; ela assume "sabores" diferentes dependendo de qual maléfico domina a carta.

3 - Os Lotes como Testemunhos Ocultos.
Enquanto os planetas mostram a "ferramenta", os Lotes Árabes mostram a intenção. Lotes como o Lote do Espírito, Lote do Medo, Lote da Trapaça e Fraude, entre outros ajudam compreender a tendência oculta ao vício, medo, trapaças... 

Abu Ma'shar dá um peso enorme às Dignidades Essenciais. Para ele, um Marte em Áries (em seu domicílio) pode ser um soldado rigoroso, mas um Marte em Câncer (em queda) é o traidor. A maldade, portanto, nasce da debilidade. Um planeta "fraco" e "ferido" tenta sobreviver através da malícia.

Há saída? Sim. Para filósofos como Plotino e astrólogos como Ptolomeu, a autoconsciência é o antídoto. O mapa mostra a sua "programação" básica, mas o Intelecto (Nous) é livre. 

Conhecer suas inclinações para a sombra é o primeiro passo para não ser escravo dela.

Você já percebeu algum comportamento seu mudar drasticamente sob grande pressão? É ali que o seu mapa "fala" mais alto.

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
Na tradição astrológica, o "caráter maldoso" não é um veredito psicológico, mas uma análise da corrupção das faculdades da alma. O astrólogo antigo atuava como um perito, identificando se o nativo era inclinado à virtude ou se possuía uma natureza "depravada" ou "bestial". Esta investigação levava em consideração 3 pontos fundamentais: 1- O tripe da alma [Lua, Mercúrio, Ascendente]. Para que uma alma seja considerada verdadeiramente inclinada ao mal, os antigos buscavam a aflição simultânea destes três pontos. 2 -A geometria da perversidade - A malícia raramente é absoluta; ela assume "sabores" diferentes dependendo de qual maléfico domina a carta. 3 - Os Lotes como Testemunhos Ocultos. Enquanto os planetas mostram a "ferramenta", os Lotes Árabes mostram a intenção. Lotes como o Lote do Espírito, Lote do Medo, Lote da Trapaça e Fraude, entre outros ajudam compreender a tendência oculta ao vício, medo, trapaças... Abu Ma'shar dá um peso enorme às Dignidades Essenciais. Para ele, um Marte em Áries (em seu domicílio) pode ser um soldado rigoroso, mas um Marte em Câncer (em queda) é o traidor. A maldade, portanto, nasce da debilidade. Um planeta "fraco" e "ferido" tenta sobreviver através da malícia. Há saída? Sim. Para filósofos como Plotino e astrólogos como Ptolomeu, a autoconsciência é o antídoto. O mapa mostra a sua "programação" básica, mas o Intelecto (Nous) é livre. Conhecer suas inclinações para a sombra é o primeiro passo para não ser escravo dela. Você já percebeu algum comportamento seu mudar drasticamente sob grande pressão? É ali que o seu mapa "fala" mais alto. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
3 dias ago
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A plataforma dos cursos https://aprenderastrologia.com.br continua funcionando.
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1 semana ago
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Um eclipse nos graus finais (28°) não anuncia algo novo surgindo do nada.
Na tradição, os graus finais falam de assuntos já levados ao limite.

Eles indicam: temas já esgotados, questões que retornam porque não foram resolvidas, tentativas finais antes de um encerramento ou ruptura, decisões tomadas sob pressão de tempo, não por maturidade

Ou seja:
👉 não é o nascimento de uma pauta inédita, mas a retomada de algo que já causou desgaste — e que insiste em voltar enquanto não encontra um desfecho adequado.

Quer uma pitadinha a mais? Este eclipse ocorre na casa XI [congresso, senado] no comando de Saturno a 0° de Áries sem aspectos.
Um eclipse nos graus finais (28°) não anuncia algo novo surgindo do nada. Na tradição, os graus finais falam de assuntos já levados ao limite. Eles indicam: temas já esgotados, questões que retornam porque não foram resolvidas, tentativas finais antes de um encerramento ou ruptura, decisões tomadas sob pressão de tempo, não por maturidade Ou seja: 👉 não é o nascimento de uma pauta inédita, mas a retomada de algo que já causou desgaste — e que insiste em voltar enquanto não encontra um desfecho adequado. Quer uma pitadinha a mais? Este eclipse ocorre na casa XI [congresso, senado] no comando de Saturno a 0° de Áries sem aspectos.
2 semanas ago
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O escândalo Jeffrey Epstein não pode ser compreendido apenas como um evento astrológico isolado. Ele se insere no fim de um ciclo histórico marcado pela Grande Conjunção de Júpiter e Saturno em Touro, no ano 2000, que encerrou a triplicidade da Terra. Esse período consolidou um mundo baseado no poder financeiro, na acumulação material e na tolerância social aos excessos das elites. Em Touro, domicílio de Vênus, riqueza, prazer, sexo, entretenimento e popularidade caminharam juntos, criando estruturas protegidas pelo dinheiro.

O colapso começa antes da mudança oficial de ciclo. Em 2 de julho de 2019, ocorre um eclipse solar total em oposição a Saturno em Capricórnio, sinal clássico de perda de sustentação institucional. Pouco depois, em agosto de 2019, Epstein morre sob custódia, encerrando simbolicamente um modelo que já não se sustentava.

Com a Grande Conjunção de 2020 em Aquário, inicia-se a triplicidade do Ar. O poder deixa de se apoiar apenas na matéria e passa a ser testado pela exposição, pelos dados e pela circulação de informação. Nesse contexto surgem escândalos corporativos, crises financeiras e o alerta atual de economistas sobre uma possível bolha da inteligência artificial: investimentos bilionários concentrados, custos elevados de infraestrutura e retorno muito abaixo do ritmo do capital investido.

Não se trata do fracasso da tecnologia, mas da repetição de um padrão histórico. Se, no ciclo da Terra, o excesso foi a acumulação material sem limite, no Ar o excesso é a expectativa sem lastro. O que está ruindo não é o poder em si, mas um modelo utilizado. Veja os casos das Lojas Americanas e Banco Master no Brasil seguindo o modelo antigo.

Astrologicamente, isso vai muito além de Saturno mudando de signo. É o desenrolar de uma história iniciada nas conjunções de Vênus, tensionada em 2019 e exposta a partir de 2020: um mundo que perdeu sustentação.

Mas o mundo não se torna perfeito porque o modelo muda — ele apenas passa a enfrentar outros limites, outras crises e outras correções. #astrologia
O escândalo Jeffrey Epstein não pode ser compreendido apenas como um evento astrológico isolado. Ele se insere no fim de um ciclo histórico marcado pela Grande Conjunção de Júpiter e Saturno em Touro, no ano 2000, que encerrou a triplicidade da Terra. Esse período consolidou um mundo baseado no poder financeiro, na acumulação material e na tolerância social aos excessos das elites. Em Touro, domicílio de Vênus, riqueza, prazer, sexo, entretenimento e popularidade caminharam juntos, criando estruturas protegidas pelo dinheiro. O colapso começa antes da mudança oficial de ciclo. Em 2 de julho de 2019, ocorre um eclipse solar total em oposição a Saturno em Capricórnio, sinal clássico de perda de sustentação institucional. Pouco depois, em agosto de 2019, Epstein morre sob custódia, encerrando simbolicamente um modelo que já não se sustentava. Com a Grande Conjunção de 2020 em Aquário, inicia-se a triplicidade do Ar. O poder deixa de se apoiar apenas na matéria e passa a ser testado pela exposição, pelos dados e pela circulação de informação. Nesse contexto surgem escândalos corporativos, crises financeiras e o alerta atual de economistas sobre uma possível bolha da inteligência artificial: investimentos bilionários concentrados, custos elevados de infraestrutura e retorno muito abaixo do ritmo do capital investido. Não se trata do fracasso da tecnologia, mas da repetição de um padrão histórico. Se, no ciclo da Terra, o excesso foi a acumulação material sem limite, no Ar o excesso é a expectativa sem lastro. O que está ruindo não é o poder em si, mas um modelo utilizado. Veja os casos das Lojas Americanas e Banco Master no Brasil seguindo o modelo antigo. Astrologicamente, isso vai muito além de Saturno mudando de signo. É o desenrolar de uma história iniciada nas conjunções de Vênus, tensionada em 2019 e exposta a partir de 2020: um mundo que perdeu sustentação. Mas o mundo não se torna perfeito porque o modelo muda — ele apenas passa a enfrentar outros limites, outras crises e outras correções. #astrologia
2 semanas ago
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Jean Baptiste Morin de Villefranche (1583 – 1656), o maior e mais famoso de todos os astrólogos franceses.

As ideias de Morin fornecem a filosofia básica para muitos praticantes franceses e espanhóis contemporâneos. Infelizmente para ele, a influência finalmente alcançada por seu trabalho monumental que levou mais de 30 anos para ser concluído veio muito depois de sua morte. Escrito no estilo acadêmico do latim esperado em sua época, seria publicado postumamente em 1661, e praticamente intocado por séculos.

Morin nasceu em 22 de fevereiro de 1583, 8:28:40 Tempo Universal (retificado), em Villefranche, França. Parece que ele nasceu em uma família razoavelmente rica. Ele foi bem educado e formado em medicina (1613) e, provavelmente, em filosofia. Desenvolveu um sistema de medida de longitude baseado na posição da Lua pela qual ele sentia que estava privado de crédito apropriado, e recompensa monetária (mais tarde dada a ele). O sistema, embora teoricamente sólido, exigia instrumentos de precisão que não existiam em sua época.

Morin acreditava que a lógica disciplinada poderia produzir um sistema astrológico que forneceria resultados concretos quando aplicado com rigor.

A base de sua astrologia é a natureza. A técnica astrológica que não utilizava os movimentos naturais dos planetas, seja por movimento diurno ou zodiacal, não poderia estar correta. Ele rejeitou a associação com a mitologia como a fonte dos significados dos planetas. A fonte de todo o poder era o ‘primum mobile’ (também traduzido como primum caelum em uma das traduções do volume 21). Esta é a esfera cristalina mais distante à qual os signos do zodíaco estão presos e fixos. Os signos derivam sua influência do primum mobile imutável. Pense na luz passando por um prisma e tornando-se 12 “cores” ou influências. Os planetas derivam seus significados dos signos que eles governam. Esses significados são fixos e imutáveis, mas são unidos aos signos conforme os planetas passam por eles. Essas influências combinadas são enviadas à Terra e aplicadas universalmente a todos e tudo mais, mas a influência é modificada pela influência das casas mundanas e, assim, adaptada ao indivíduo ou evento.

Pelos padrões de hoje, ele é um astrólogo tradicional. Em seus dias, ele era um reformador. Ele desafiou a astrologia de Ptolomeu e outros. Ele fez mudanças nas coisas que ofendiam sua razão.

As mudanças de Morin são muitas vezes bastante lógicas, se faltam precedentes. Por exemplo, depois de eliminar os termos e as faces, ele altera as regras de triplicidade.

Morin tinha um dom para amarrar as coisas de uma maneira perfeitamente racional. Hoje, alguns de seus numerosos adeptos incorporaram os planetas exteriores ao seu sistema. Muitos astrólogos se beneficiam de seu pensamento sem o saber, já que até mesmo seus professores desconhecem sua influência.

Obras

Astrologica Gallica

The Cabal of the Twelve Houses Astrological

Fontes:

Refutation of Astrology. Part 1: History and Background,” in Culture and Cosmos, Vol. 5, No. 1, Spring/Summer 2001

George, Demetra , “Manuel I Komnenos and Michael Glykas: A Twelfth-Century Defence and Refutation of Astrology. Part 1: History and Background,” in Culture and Cosmos, Vol. 5, No. 1, Spring/Summer 2001

Comments

  • Fernando Guimaraes

    Obrigado

    04/01/2022
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