ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
O Poder das Conjunções Médias: Saturno e Marte

Para quem estuda a tradição, as conjunções médias entre Saturno e Marte são termômetros críticos da história mundana. Se Abu Ma’shar dava ênfase especial aos encontros em Câncer — onde a debilidade mútua (Marte em queda e Saturno em detrimento) exacerba a malignidade — o cenário de 19 de abril de 2026 nos apresenta uma dinâmica distinta, mas igualmente tensa.

Desta vez, os dois maléficos se encontram no grau 7 de Áries. Diferente da passividade corrosiva de Câncer, Áries é o domicílio de Marte e a exaltação do Sol: um signo de fogo, cardinal e explosivo, e também a queda de Saturno.

O ponto crucial desta análise surge quando projetamos esta conjunção sobre o mapa do Ingresso do Sol em Áries para o mundo (Greenwich, Longitude 0°). Nesse mapa, o grau 7 de Áries cai precisamente na Casa 8.
Abu Ma’shar refere-se ao eixo das Casas 2 e 8 como o eixo financeiro, mas naturalmente, esta é uma casa de dificuldades. A presença dessa conjunção em uma casa de crise sugere:

1. Instabilidade Financeira: A secura de Marte e Saturno em um signo ígneo podem atuar como um estopim para o rompimento de bolhas econômicas ou crises de liquidez globais.

3.Eventos Geofísicos: A leitura técnica para um signo de fogo também aponta para liberações súbitas de pressão, como erupções vulcânicas violentas e eventos explosivos de grande impacto.

Muitos se perguntam sobre a duração desses efeitos. Na doutrina de Abu Ma’shar, uma conjunção em um signo cardinal como Áries indica eventos que se manifestam de forma súbita e intensa, mas que tendem a ter uma resolução mais rápida do que em signos fixos.

O “prazo de validade” mais crítico desta configuração permeia o ano solar (do ingresso de 2026 ao de 2027), mas Marte e Saturno se encontram a cada 2 anos aproximadamente.

O “fogo” de Áries, embora destrutivo, é também purificador. Para o sábio, o céu não é um carrasco, mas uma bússola.

Como ensinava a tradição persa, quem reconhece os ritmos do tempo não é escravo do fado, mas um observador consciente da ordem universal.  Não seja temeroso, porque cada ser habitante deste mundo tem seu próprio ritmo pessoal.
O Poder das Conjunções Médias: Saturno e Marte Para quem estuda a tradição, as conjunções médias entre Saturno e Marte são termômetros críticos da história mundana. Se Abu Ma’shar dava ênfase especial aos encontros em Câncer — onde a debilidade mútua (Marte em queda e Saturno em detrimento) exacerba a malignidade — o cenário de 19 de abril de 2026 nos apresenta uma dinâmica distinta, mas igualmente tensa. Desta vez, os dois maléficos se encontram no grau 7 de Áries. Diferente da passividade corrosiva de Câncer, Áries é o domicílio de Marte e a exaltação do Sol: um signo de fogo, cardinal e explosivo, e também a queda de Saturno. O ponto crucial desta análise surge quando projetamos esta conjunção sobre o mapa do Ingresso do Sol em Áries para o mundo (Greenwich, Longitude 0°). Nesse mapa, o grau 7 de Áries cai precisamente na Casa 8. Abu Ma’shar refere-se ao eixo das Casas 2 e 8 como o eixo financeiro, mas naturalmente, esta é uma casa de dificuldades. A presença dessa conjunção em uma casa de crise sugere: 1. Instabilidade Financeira: A secura de Marte e Saturno em um signo ígneo podem atuar como um estopim para o rompimento de bolhas econômicas ou crises de liquidez globais. 3.Eventos Geofísicos: A leitura técnica para um signo de fogo também aponta para liberações súbitas de pressão, como erupções vulcânicas violentas e eventos explosivos de grande impacto. Muitos se perguntam sobre a duração desses efeitos. Na doutrina de Abu Ma’shar, uma conjunção em um signo cardinal como Áries indica eventos que se manifestam de forma súbita e intensa, mas que tendem a ter uma resolução mais rápida do que em signos fixos. O “prazo de validade” mais crítico desta configuração permeia o ano solar (do ingresso de 2026 ao de 2027), mas Marte e Saturno se encontram a cada 2 anos aproximadamente. O “fogo” de Áries, embora destrutivo, é também purificador. Para o sábio, o céu não é um carrasco, mas uma bússola. Como ensinava a tradição persa, quem reconhece os ritmos do tempo não é escravo do fado, mas um observador consciente da ordem universal. Não seja temeroso, porque cada ser habitante deste mundo tem seu próprio ritmo pessoal.
17 horas ago
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Se você acha que o ingresso de um planeta ou o movimento retrógrado resolve ou cria todos os seus problemas astrológicos, precisamos conversar. 

Na Astrologia Clássica, a precisão vem do uso correto da técnica. Misturar os ramos é como tentar consertar um relógio com uma marreta.

Entenda de uma vez por todas as ferramentas de cada ramo:

1. Astrologia Natal (O DNA do Indivíduo)
Aqui o foco é a promessa de vida. Não adianta olhar o trânsito de hoje se ele não ressoa com a sua estrutura.

Ferramentas: Mapa Natal, Revoluções (Solar e Lunar), Firdaria, Profecções, Aphesis dos Lotes, Direções e Distribuições, Decênios.

A Realidade: Trânsitos diários têm pouca relevância aqui, a menos que ativem um ponto vital ou um cronocrator (senhor do tempo) do momento.

2. Astrologia Horária (A Resposta do Céu)
A arte de interpretar o céu no exato momento em que uma pergunta nasce.

Ferramentas: O mapa do momento da pergunta.
A Realidade: Aqui, sim, o “trânsito” imediato é o protagonista absoluto.

3. Astrologia Eletiva (A Escolha do Momento)
A busca pelo céu ideal para iniciar algo.

Ferramentas: Trânsitos e cartas abertas para identificar as melhores posições por casa e dignidade.

A Realidade: É o uso estratégico do tempo presente para semear o futuro.

4. Astrologia Mundial (O Destino das Nações)
O ramo mais complexo, que estuda grandes ciclos e eventos coletivos.

Ferramentas: Ingressos do Sol em Áries (a verdadeira Revolução Anual do Mundo), conjunções Júpiter-Saturno e Marte-Saturno, lunações e eclipses.

A Realidade: O trânsito do dia a dia é ruído de fundo para a história do mundo. O que importa são os grandes encontros planetários.
________________________________________
Historicamente, quando os antigos falavam em “trânsitos”, eles se referiam às Revoluções. Hoje, banalizou-se o uso dos trânsitos diários como se fossem a resposta para tudo. Há dificuldade em conseguir separar o clima geral das promessas pessoais.

Devemos ter menos ansiedade com o céu de hoje, mais estudo das técnicas que realmente movem os ponteiros da vida.

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
Se você acha que o ingresso de um planeta ou o movimento retrógrado resolve ou cria todos os seus problemas astrológicos, precisamos conversar. Na Astrologia Clássica, a precisão vem do uso correto da técnica. Misturar os ramos é como tentar consertar um relógio com uma marreta. Entenda de uma vez por todas as ferramentas de cada ramo: 1. Astrologia Natal (O DNA do Indivíduo) Aqui o foco é a promessa de vida. Não adianta olhar o trânsito de hoje se ele não ressoa com a sua estrutura. Ferramentas: Mapa Natal, Revoluções (Solar e Lunar), Firdaria, Profecções, Aphesis dos Lotes, Direções e Distribuições, Decênios. A Realidade: Trânsitos diários têm pouca relevância aqui, a menos que ativem um ponto vital ou um cronocrator (senhor do tempo) do momento. 2. Astrologia Horária (A Resposta do Céu) A arte de interpretar o céu no exato momento em que uma pergunta nasce. Ferramentas: O mapa do momento da pergunta. A Realidade: Aqui, sim, o “trânsito” imediato é o protagonista absoluto. 3. Astrologia Eletiva (A Escolha do Momento) A busca pelo céu ideal para iniciar algo. Ferramentas: Trânsitos e cartas abertas para identificar as melhores posições por casa e dignidade. A Realidade: É o uso estratégico do tempo presente para semear o futuro. 4. Astrologia Mundial (O Destino das Nações) O ramo mais complexo, que estuda grandes ciclos e eventos coletivos. Ferramentas: Ingressos do Sol em Áries (a verdadeira Revolução Anual do Mundo), conjunções Júpiter-Saturno e Marte-Saturno, lunações e eclipses. A Realidade: O trânsito do dia a dia é ruído de fundo para a história do mundo. O que importa são os grandes encontros planetários. ________________________________________ Historicamente, quando os antigos falavam em “trânsitos”, eles se referiam às Revoluções. Hoje, banalizou-se o uso dos trânsitos diários como se fossem a resposta para tudo. Há dificuldade em conseguir separar o clima geral das promessas pessoais. Devemos ter menos ansiedade com o céu de hoje, mais estudo das técnicas que realmente movem os ponteiros da vida. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
2 dias ago
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A escalada no Oriente Médio levanta uma questão crucial: estamos à beira de uma guerra generalizada? A astrologia mundana tradicional, que estuda os ciclos celestes e seu impacto em nações e eventos globais, oferece uma perspectiva sóbria e, para muitos, alarmante.

O que a Astrologia Clássica Revela sobre uma Guerra Global:

1.O Ingresso Mundial de 2026 (Greenwich): O mapa do Ingresso do Sol em Áries, calculado para o meridiano de Greenwich (0° Longitude), é o termômetro do estado do mundo. Em 20 de março de 2026, o Ascendente mundial será Leão, um signo Fixo, com Sol junto a Saturno na casa VIII. Isso significa que as tensões globais que se manifestarem neste período não serão passageiras; elas se enraizarão e persistirão por todo o ano de 2026, estabelecendo um estado de conflito contínuo em escala global.

2.O Transbordamento Cardinal de Áries: Embora o Ascendente mundial seja fixo (indicando duração), a concentração de planetas em Áries (Sol, Saturno, em abril, Marte) além de Lua e Vênus, é o que sinaliza o transbordamento de conflitos regionais para uma escala maior. Áries, o signo do início e da ação individual, quando ativado por maléficos como Marte e Saturno, indica que as potências se sentirão compelidas a agir para proteger seus interesses, podendo levar o conflito a “saltar” fronteiras.

3.A Conjunção Marte-Saturno em Áries (Abril de 2026): Esta “conjunção média” é o indicador clássico de “acidentes de guerra” e violência generalizada. Ocorrendo em Áries, ela sugere que o conflito no Oriente Médio poderá não ficar contido, mas se tornará o epicentro de uma disputa global por hegemonia, forçando alianças e confrontos em múltiplas frentes .

4.A Grande Mutação de 2020 e a Era do Ar: A transição para a triplicidade de Ar em 2020 indica que as guerras generalizadas desta era serão híbridas: físicas, ideológicas e tecnológicas. O “espalhamento” ocorrerá através de redes de informação, ciberataques e a formação de blocos globais, transformando disputas regionais em confrontos de coalizões.

Embora períodos concentrados de ataques possam ser rápidos, os conflitos não parecem ser pacificados.
#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
A escalada no Oriente Médio levanta uma questão crucial: estamos à beira de uma guerra generalizada? A astrologia mundana tradicional, que estuda os ciclos celestes e seu impacto em nações e eventos globais, oferece uma perspectiva sóbria e, para muitos, alarmante. O que a Astrologia Clássica Revela sobre uma Guerra Global: 1.O Ingresso Mundial de 2026 (Greenwich): O mapa do Ingresso do Sol em Áries, calculado para o meridiano de Greenwich (0° Longitude), é o termômetro do estado do mundo. Em 20 de março de 2026, o Ascendente mundial será Leão, um signo Fixo, com Sol junto a Saturno na casa VIII. Isso significa que as tensões globais que se manifestarem neste período não serão passageiras; elas se enraizarão e persistirão por todo o ano de 2026, estabelecendo um estado de conflito contínuo em escala global. 2.O Transbordamento Cardinal de Áries: Embora o Ascendente mundial seja fixo (indicando duração), a concentração de planetas em Áries (Sol, Saturno, em abril, Marte) além de Lua e Vênus, é o que sinaliza o transbordamento de conflitos regionais para uma escala maior. Áries, o signo do início e da ação individual, quando ativado por maléficos como Marte e Saturno, indica que as potências se sentirão compelidas a agir para proteger seus interesses, podendo levar o conflito a “saltar” fronteiras. 3.A Conjunção Marte-Saturno em Áries (Abril de 2026): Esta “conjunção média” é o indicador clássico de “acidentes de guerra” e violência generalizada. Ocorrendo em Áries, ela sugere que o conflito no Oriente Médio poderá não ficar contido, mas se tornará o epicentro de uma disputa global por hegemonia, forçando alianças e confrontos em múltiplas frentes . 4.A Grande Mutação de 2020 e a Era do Ar: A transição para a triplicidade de Ar em 2020 indica que as guerras generalizadas desta era serão híbridas: físicas, ideológicas e tecnológicas. O “espalhamento” ocorrerá através de redes de informação, ciberataques e a formação de blocos globais, transformando disputas regionais em confrontos de coalizões. Embora períodos concentrados de ataques possam ser rápidos, os conflitos não parecem ser pacificados. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
3 dias ago
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O Mapa Natal é a Promessa, a Revolução Solar é o Prazo

É comum sentir certa apreensão ao abrir uma Revolução Solar e encontrar um planeta importante em queda, exílio ou em uma casa difícil. No entanto, na Astrologia Tradicional, seguimos um princípio fundamental: a condição do Mapa Natal (Radix) sempre prevalece sobre a condição anual.

O que dizem os Mestres
Em sua obra As Revoluções dos Anos das Natividades, Abu Ma’shar ensina que a Revolução Solar não tem o poder de criar algo que não foi prometido no nascimento, nem de anular uma força que o planeta já possui em sua carta natal.

Se um planeta é digno no seu mapa natal — ocupando seu domicílio, exaltação ou sendo um Almuten forte — ele possui Autoridade e Recursos. Mesmo que, na Revolução de um determinado ano, ele esteja em uma condição zodiacal desfavorável (como Júpiter em Virgem ou Saturno em Áries), ele não perde sua eficácia essencial. Ele pode estar sob pressão, mas sua base permanece sólida.

A Metáfora do Rei
Imagine um Rei (um planeta forte no natal). Quando ele viaja por terras estrangeiras e desconfortáveis (uma condição ruim na Revolução), ele pode se sentir cansado ou mal acomodado, mas ele continua sendo o Rei. Suas ordens ainda são cumpridas e ele mantém seu poder de governar.

Por outro lado, um Mendigo (um planeta natal fraco) pode ser convidado para um banquete no palácio (uma exaltação na Revolução). Ele terá um alívio temporário e aproveitará o momento, mas continua sem ter terras, exércitos ou autoridade real. O banquete não muda sua condição de base.

O que isso significa na prática?
A Promessa se mantém: Se Vênus natal é forte, um ano com Vênus em queda na Revolução pode trazer desafios ou gastos imprevistos, mas a capacidade de realização prometida no nascimento permanece intacta.

O Tempo e o Modo: A Revolução Solar indica como e quando as coisas vão acontecer naquele ano específico, mas o resultado final e a capacidade de concretização vêm sempre do seu Mapa Natal.

Nunca analise um mapa anual de forma isolada. 

A Revolução Solar é apenas um capítulo de um livro que começou a ser escrito no seu primeiro suspiro.

#astrologia #astrologiaclassica
O Mapa Natal é a Promessa, a Revolução Solar é o Prazo É comum sentir certa apreensão ao abrir uma Revolução Solar e encontrar um planeta importante em queda, exílio ou em uma casa difícil. No entanto, na Astrologia Tradicional, seguimos um princípio fundamental: a condição do Mapa Natal (Radix) sempre prevalece sobre a condição anual. O que dizem os Mestres Em sua obra As Revoluções dos Anos das Natividades, Abu Ma’shar ensina que a Revolução Solar não tem o poder de criar algo que não foi prometido no nascimento, nem de anular uma força que o planeta já possui em sua carta natal. Se um planeta é digno no seu mapa natal — ocupando seu domicílio, exaltação ou sendo um Almuten forte — ele possui Autoridade e Recursos. Mesmo que, na Revolução de um determinado ano, ele esteja em uma condição zodiacal desfavorável (como Júpiter em Virgem ou Saturno em Áries), ele não perde sua eficácia essencial. Ele pode estar sob pressão, mas sua base permanece sólida. A Metáfora do Rei Imagine um Rei (um planeta forte no natal). Quando ele viaja por terras estrangeiras e desconfortáveis (uma condição ruim na Revolução), ele pode se sentir cansado ou mal acomodado, mas ele continua sendo o Rei. Suas ordens ainda são cumpridas e ele mantém seu poder de governar. Por outro lado, um Mendigo (um planeta natal fraco) pode ser convidado para um banquete no palácio (uma exaltação na Revolução). Ele terá um alívio temporário e aproveitará o momento, mas continua sem ter terras, exércitos ou autoridade real. O banquete não muda sua condição de base. O que isso significa na prática? A Promessa se mantém: Se Vênus natal é forte, um ano com Vênus em queda na Revolução pode trazer desafios ou gastos imprevistos, mas a capacidade de realização prometida no nascimento permanece intacta. O Tempo e o Modo: A Revolução Solar indica como e quando as coisas vão acontecer naquele ano específico, mas o resultado final e a capacidade de concretização vêm sempre do seu Mapa Natal. Nunca analise um mapa anual de forma isolada. A Revolução Solar é apenas um capítulo de um livro que começou a ser escrito no seu primeiro suspiro. #astrologia #astrologiaclassica
5 dias ago
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Jean Baptiste Morin de Villefranche (1583 – 1656), o maior e mais famoso de todos os astrólogos franceses.

As ideias de Morin fornecem a filosofia básica para muitos praticantes franceses e espanhóis contemporâneos. Infelizmente para ele, a influência finalmente alcançada por seu trabalho monumental que levou mais de 30 anos para ser concluído veio muito depois de sua morte. Escrito no estilo acadêmico do latim esperado em sua época, seria publicado postumamente em 1661, e praticamente intocado por séculos.

Morin nasceu em 22 de fevereiro de 1583, 8:28:40 Tempo Universal (retificado), em Villefranche, França. Parece que ele nasceu em uma família razoavelmente rica. Ele foi bem educado e formado em medicina (1613) e, provavelmente, em filosofia. Desenvolveu um sistema de medida de longitude baseado na posição da Lua pela qual ele sentia que estava privado de crédito apropriado, e recompensa monetária (mais tarde dada a ele). O sistema, embora teoricamente sólido, exigia instrumentos de precisão que não existiam em sua época.

Morin acreditava que a lógica disciplinada poderia produzir um sistema astrológico que forneceria resultados concretos quando aplicado com rigor.

A base de sua astrologia é a natureza. A técnica astrológica que não utilizava os movimentos naturais dos planetas, seja por movimento diurno ou zodiacal, não poderia estar correta. Ele rejeitou a associação com a mitologia como a fonte dos significados dos planetas. A fonte de todo o poder era o ‘primum mobile’ (também traduzido como primum caelum em uma das traduções do volume 21). Esta é a esfera cristalina mais distante à qual os signos do zodíaco estão presos e fixos. Os signos derivam sua influência do primum mobile imutável. Pense na luz passando por um prisma e tornando-se 12 “cores” ou influências. Os planetas derivam seus significados dos signos que eles governam. Esses significados são fixos e imutáveis, mas são unidos aos signos conforme os planetas passam por eles. Essas influências combinadas são enviadas à Terra e aplicadas universalmente a todos e tudo mais, mas a influência é modificada pela influência das casas mundanas e, assim, adaptada ao indivíduo ou evento.

Pelos padrões de hoje, ele é um astrólogo tradicional. Em seus dias, ele era um reformador. Ele desafiou a astrologia de Ptolomeu e outros. Ele fez mudanças nas coisas que ofendiam sua razão.

As mudanças de Morin são muitas vezes bastante lógicas, se faltam precedentes. Por exemplo, depois de eliminar os termos e as faces, ele altera as regras de triplicidade.

Morin tinha um dom para amarrar as coisas de uma maneira perfeitamente racional. Hoje, alguns de seus numerosos adeptos incorporaram os planetas exteriores ao seu sistema. Muitos astrólogos se beneficiam de seu pensamento sem o saber, já que até mesmo seus professores desconhecem sua influência.

Obras

Astrologica Gallica

The Cabal of the Twelve Houses Astrological

Fontes:

Refutation of Astrology. Part 1: History and Background,” in Culture and Cosmos, Vol. 5, No. 1, Spring/Summer 2001

George, Demetra , “Manuel I Komnenos and Michael Glykas: A Twelfth-Century Defence and Refutation of Astrology. Part 1: History and Background,” in Culture and Cosmos, Vol. 5, No. 1, Spring/Summer 2001

Comments

  • Fernando Guimaraes

    Obrigado

    04/01/2022
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