ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
O método clássico é hierárquico: primeiro o tempo maior, depois o tempo do ano, depois o tempo do mês — e só então o momento.

Quando essa hierarquia é invertida, a astrologia perde sua natureza de leitura da ordem do mundo e passa a funcionar como um comentário simbólico do noticiário. 

A ironia é que o método nunca esteve tão acessível: textos, efemérides, softwares, traduções, e ainda assim há uma atenção além da média aos trânsitos diários. 

A astrologia não existe para correr atrás dos fatos, mas para escutar o ritmo invisível que os governa.

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
O método clássico é hierárquico: primeiro o tempo maior, depois o tempo do ano, depois o tempo do mês — e só então o momento. Quando essa hierarquia é invertida, a astrologia perde sua natureza de leitura da ordem do mundo e passa a funcionar como um comentário simbólico do noticiário.  A ironia é que o método nunca esteve tão acessível: textos, efemérides, softwares, traduções, e ainda assim há uma atenção além da média aos trânsitos diários.  A astrologia não existe para correr atrás dos fatos, mas para escutar o ritmo invisível que os governa. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
9 horas ago
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É legítimo perguntar se uma conjunção como Saturno–Netuno pode ser analisada sob a ótica da astrologia tradicional. E a resposta honesta é: com dificuldade, mas não sem método. O problema não é Saturno — o problema é Netuno.

A astrologia tradicional trabalha com naturezas definidas e participação clara na ordem celeste. Netuno não possui estes critérios. Mesmo sua associação moderna ao signo de Peixes é simbólica, não técnica. Por isso, qualquer tentativa de leitura tradicional precisa começar reconhecendo esse limite.

Ainda assim, é possível fazer um exercício coerente. Na astrologia tradicional, quando dois planetas estão em conjunção, o mais pesado e mais lento molda a natureza do encontro. Ele impõe sua qualidade ao outro. Netuno é mais lento, mais distante e mais pesado que Saturno. Logo, Netuno domina a conjunção.

A conjunção ocorre em Áries, signo de fogo, cardinal. Para Saturno, é um signo de queda, um lugar de fraqueza e perda de autoridade.

Temos então uma combinação delicada: um planeta de dissolução (Netuno) dominando um planeta de rigidez e tempo (Saturno) em um signo que rejeita contenção.

Na tradição, a força de um planeta é avaliada por dignidades, seita, gênero, entre outros pontos. Netuno não participa desse sistema. Ele domina pelo peso, mas não possui estrutura para sustentar aquilo que domina.
O resultado é paradoxal: o planeta que governa a conjunção não tem forma, enquanto o planeta da forma (Saturno) está debilitado.

Essa conjunção indicaria uma fase em que as estruturas da realidade ficariam porosas.

Isso poderia se manifestar como: novas espiritualidades, novas formas de trabalho, menos vínculo, tecnologias que criam realidades paralelas (como IA e mundos virtuais). 

Mas também: confusão entre o real e o ilusório, perda de critérios, espiritualidade difusa, instituições que existem mais como narrativa do que como estrutura real. Os grande blocos do mundo [econômicos, políticos, etc] perdendo suas importâncias e funções.

A conjunção Saturno–Netuno pode ser observada pela ótica tradicional, mas ela revela justamente os limites do pensamento moderno: um planeta que governa sem forma, e um planeta da forma enfraquecido.
É legítimo perguntar se uma conjunção como Saturno–Netuno pode ser analisada sob a ótica da astrologia tradicional. E a resposta honesta é: com dificuldade, mas não sem método. O problema não é Saturno — o problema é Netuno. A astrologia tradicional trabalha com naturezas definidas e participação clara na ordem celeste. Netuno não possui estes critérios. Mesmo sua associação moderna ao signo de Peixes é simbólica, não técnica. Por isso, qualquer tentativa de leitura tradicional precisa começar reconhecendo esse limite. Ainda assim, é possível fazer um exercício coerente. Na astrologia tradicional, quando dois planetas estão em conjunção, o mais pesado e mais lento molda a natureza do encontro. Ele impõe sua qualidade ao outro. Netuno é mais lento, mais distante e mais pesado que Saturno. Logo, Netuno domina a conjunção. A conjunção ocorre em Áries, signo de fogo, cardinal. Para Saturno, é um signo de queda, um lugar de fraqueza e perda de autoridade. Temos então uma combinação delicada: um planeta de dissolução (Netuno) dominando um planeta de rigidez e tempo (Saturno) em um signo que rejeita contenção. Na tradição, a força de um planeta é avaliada por dignidades, seita, gênero, entre outros pontos. Netuno não participa desse sistema. Ele domina pelo peso, mas não possui estrutura para sustentar aquilo que domina. O resultado é paradoxal: o planeta que governa a conjunção não tem forma, enquanto o planeta da forma (Saturno) está debilitado. Essa conjunção indicaria uma fase em que as estruturas da realidade ficariam porosas. Isso poderia se manifestar como: novas espiritualidades, novas formas de trabalho, menos vínculo, tecnologias que criam realidades paralelas (como IA e mundos virtuais). Mas também: confusão entre o real e o ilusório, perda de critérios, espiritualidade difusa, instituições que existem mais como narrativa do que como estrutura real. Os grande blocos do mundo [econômicos, políticos, etc] perdendo suas importâncias e funções. A conjunção Saturno–Netuno pode ser observada pela ótica tradicional, mas ela revela justamente os limites do pensamento moderno: um planeta que governa sem forma, e um planeta da forma enfraquecido.
1 semana ago
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Chegaram as reposições dos livros A Antologia de Vettius Valens e A Grande Introdução de Abu Ma’Shar.
Para adquirir seu livro acesse www.astrologiaclassica.com.br

Duas obras em português, indispensáveis para estudantes de astrologia tradicional.
#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
Chegaram as reposições dos livros A Antologia de Vettius Valens e A Grande Introdução de Abu Ma’Shar. Para adquirir seu livro acesse www.astrologiaclassica.com.br Duas obras em português, indispensáveis para estudantes de astrologia tradicional. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
2 semanas ago
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O bom mesmo é um planeta forte por signo, casa, fase, velocidade, direção e aspectos .
#astrologiaclassica #astrologia #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
O bom mesmo é um planeta forte por signo, casa, fase, velocidade, direção e aspectos . #astrologiaclassica #astrologia #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
2 semanas ago
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Dee nasceu em 13 de julho de 1527 às 16h02, perto de Londres. Ele não deixou nenhum registro de interpretação de seu próprio mapa, mas sabemos que ele conseguiu traçar as posições em poucos minutos, sem dúvida usando uma das quinze efemérides que ele tinha em sua posse.

Dee era um verdadeiro homem da Renascença. Era imerso no aprendizado de assuntos como astronomia, matemática, geografia, história e ciência. Foi um brilhante palestrante e demonstrador, sondando os segredos de sua vasta leitura, associações estrangeiras e sua biblioteca única lhe deram uma consciência que talvez fosse mais profunda do que outras de sua época. Seu interesse por tais assuntos era lendário e suas contribuições para a Inglaterra nessas áreas eram extensas. Seus escritos incluíam assuntos como navegação, história, geometria, astrologia e muitos outros. Seu trabalho na navegação foi de considerável vantagem para os esforços da Inglaterra para forjar novas áreas de domínio no mundo. Mas, o mais importante para Dee, ele era um cabalista cristão, que estava bem ciente do mundo supercelestial dos anjos e poderes divinos. Frances Yates comentou que, para realmente entender John Dee, devemos enfrentar o fato de que ele era um seguidor de Cornelius Agrippa e tentou aplicar a filosofia “oculta” durante toda a sua vida e trabalhá-la em tudo o que fez.

Durante o tempo do reinado de Maria, Dee iniciou uma obra própria, Propaedeumata Aphoristica (Preliminary Aphoristic Teachings), uma série de máximas explicando os poderes astrológicos por processos racionais. Ele queria entender como os eventos celestes influenciavam os sublunares. Dee acreditava que quando Deus criou o universo, ele soltou uma força divina, que fez os planetas girarem, o Sol se levantar e a Lua aumentar e diminuir. Magia é a habilidade humana de explorar essa força. Quanto melhor a nossa compreensão do modo como conduz o universo, mais poderosa é a magia. Dee teorizou que cada entidade no universo emanava “raios” ou uma força que influencia outros objetos atingidos. Ele tomou como exemplo as forças de atração e repulsão produzidas pelo minério de ferro “magnetita” – magnetizado. Isso demonstrou em miniatura o que estava acontecendo em todo o universo. A característica importante dos “raios” para Dee era que eles poderiam ser estudados cientificamente. Ele pediu por estudos astronômicos mais detalhados, para que os verdadeiros tamanhos e distâncias e, portanto, influências dos corpos celestes pudessem ser estabelecidos. Isso se tornou a base da filosofia natural de Dee e, de várias maneiras, antecipa Principia Mathematica, de Isaac Newton. Como Newton, Dee acreditava que o universo funcionava de acordo com as leis matemáticas. Dee planejara que o Propaedeumata fosse seu “magnum opus”. No entanto, duas epidemias devastadoras de gripe em 1557/58 deram a Dee razões para acreditar que seus dias estavam contados. Ele se apressou em terminá-lo e conseguiu que um rascunho fosse publicado no caso de sua morte. No entanto, a crença em sua morte iminente foi um tanto prematura e ele passou a viver outros cinquenta anos muito frutíferos.

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