ANA
ASTROLOGIA CLÁSSICA
& VIDA MODERNA
Na Astrologia Tradicional, existe uma doutrina que associa as grandes religiões e sistemas de crença aos movimentos do céu. Esta é uma das contribuições mais intrigantes de Abu Ma’shar (787-886 d.C.) Segundo a visão dele:

Saturno (Tradição e Lei Antiga): Associado ao Judaísmo. Como planeta da estrutura, do tempo e da persistência, Saturno reflete a ênfase na Torá, nos mandamentos rigorosos e na preservação de uma herança ancestral imutável.

Júpiter (Expansão e Fé): Ligado ao Islã. Sendo o “Grande Benéfico” e o planeta da lei divina e da justiça, Júpiter representa o crescimento vibrante, a expansão espiritual e a ênfase na submissão a Deus e na comunidade (Ummah).

Marte (Força e Conquista): Associado a sistemas de crença caldeus mais antigos ou religiões que se estabeleceram pela força e pelo espírito guerreiro. É o planeta da ação decisiva e do fervor combativo.

Sol (Autoridade e Império): Representa o culto à soberania e aos governantes. Reflete as religiões estatais onde o poder espiritual e o temporal se fundem na figura do monarca.

Vênus (Beleza e Devoção): Ligada a cultos que enfatizam a estética, as artes e os prazeres sensoriais. É a fé que encontra o divino através da harmonia, do amor e da celebração da vida.

Mercúrio (O Logos e a Palavra): Associado ao Cristianismo. Esta ligação deve-se à centralidade do “Verbo” (Logos), à disseminação da fé através da pregação (comunicação) e à complexidade das disputas teológicas e doutrinárias.

Lua (Mutabilidade e o Povo): Representa as religiões de caráter popular, folclórico e adaptável. Como a Lua muda de fase, esses cultos costumam ser fluídos e profundamente ligados às massas e aos ritmos da natureza.

A visão de Abu Ma’shar não é apenas uma curiosidade histórica. Ela nos lembra que, para os antigos, a Astrologia era a ferramenta máxima para compreender não apenas o indivíduo, mas o destino das civilizações. Ao observar os céus, eles buscavam a ordem por trás dos grandes movimentos da humanidade.

Como você encaixaria as religiões atuais nesta visão? 

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
Na Astrologia Tradicional, existe uma doutrina que associa as grandes religiões e sistemas de crença aos movimentos do céu. Esta é uma das contribuições mais intrigantes de Abu Ma’shar (787-886 d.C.) Segundo a visão dele: Saturno (Tradição e Lei Antiga): Associado ao Judaísmo. Como planeta da estrutura, do tempo e da persistência, Saturno reflete a ênfase na Torá, nos mandamentos rigorosos e na preservação de uma herança ancestral imutável. Júpiter (Expansão e Fé): Ligado ao Islã. Sendo o “Grande Benéfico” e o planeta da lei divina e da justiça, Júpiter representa o crescimento vibrante, a expansão espiritual e a ênfase na submissão a Deus e na comunidade (Ummah). Marte (Força e Conquista): Associado a sistemas de crença caldeus mais antigos ou religiões que se estabeleceram pela força e pelo espírito guerreiro. É o planeta da ação decisiva e do fervor combativo. Sol (Autoridade e Império): Representa o culto à soberania e aos governantes. Reflete as religiões estatais onde o poder espiritual e o temporal se fundem na figura do monarca. Vênus (Beleza e Devoção): Ligada a cultos que enfatizam a estética, as artes e os prazeres sensoriais. É a fé que encontra o divino através da harmonia, do amor e da celebração da vida. Mercúrio (O Logos e a Palavra): Associado ao Cristianismo. Esta ligação deve-se à centralidade do “Verbo” (Logos), à disseminação da fé através da pregação (comunicação) e à complexidade das disputas teológicas e doutrinárias. Lua (Mutabilidade e o Povo): Representa as religiões de caráter popular, folclórico e adaptável. Como a Lua muda de fase, esses cultos costumam ser fluídos e profundamente ligados às massas e aos ritmos da natureza. A visão de Abu Ma’shar não é apenas uma curiosidade histórica. Ela nos lembra que, para os antigos, a Astrologia era a ferramenta máxima para compreender não apenas o indivíduo, mas o destino das civilizações. Ao observar os céus, eles buscavam a ordem por trás dos grandes movimentos da humanidade. Como você encaixaria as religiões atuais nesta visão?  #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa
8 horas ago
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A história da astrologia, em sua maioria contada por vozes masculinas, escondeu por séculos o papel fundamental de mulheres que não apenas praticaram, mas também inovaram e influenciaram profundamente essa arte milenar. 

Do período helenístico ao Renascimento, elas foram mestras, conselheiras e visionárias, desafiando as normas de suas épocas.

Este não é um relato de “curiosidades”, mas um reconhecimento de linhagem:

Heliodora (Séc. II-III, Egito): 
Descoberta recentemente em uma lápide no Egito como matematike. Isto no século II significa que ela dominava o uso de efemérides e tábuas de ascensão, algo que exigia anos de estudo formal, desmistificando a ideia de que a mulher na antiguidade só praticava uma “astrologia intuitiva”.


Princesa Buran (Séc. IX, Bagdá): 
No auge da era de ouro da astrologia árabe, Buran era uma autoridade na corte abássida. O episódio mais conhecido de Buran é um exemplo clássico de astrologia horária. Ela usou o céu do momento para identificar um perigo oculto ao califa. Isso mostra que, no Califado Abássida, o conhecimento astrológico era uma ferramenta de inteligência de Estado, e Buran estava no centro dessa engrenagem.


Mariam al-Astrulabi (Séc. X, Síria): 
A prática da astrologia exige precisão instrumental. Mariam foi a arquiteta dessa precisão, desenvolvendo astrolábios complexos que permitiam aos astrólogos de sua época determinar o Ascendente e as cúspides das casas com rigor matemático.


Maria Cunitz (Séc. XVII, Silésia): 
Ela não apenas “simplificou” Kepler; ela corrigiu erros de cálculo nas tábuas originais. Seu livro Urania Propitia foi escrito em latim e alemão para que o conhecimento não ficasse restrito à elite acadêmica masculina. Ela era uma ponte entre a astronomia de observação e a prática astrológica de gabinete.


Revisitar esses nomes é compreender que a tradição astrológica é uma tapeçaria tecida por muitas mãos. O rigor técnico e a perspicácia interpretativa nunca foram restritos por gênero, mas pela dedicação ao estudo dos astros.

Qual dessas figuras ressoa mais com a sua forma de estudar a tradição? Eu adoro Buran!

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #mulheresnaastrologia
A história da astrologia, em sua maioria contada por vozes masculinas, escondeu por séculos o papel fundamental de mulheres que não apenas praticaram, mas também inovaram e influenciaram profundamente essa arte milenar. Do período helenístico ao Renascimento, elas foram mestras, conselheiras e visionárias, desafiando as normas de suas épocas. Este não é um relato de “curiosidades”, mas um reconhecimento de linhagem: Heliodora (Séc. II-III, Egito):  Descoberta recentemente em uma lápide no Egito como matematike. Isto no século II significa que ela dominava o uso de efemérides e tábuas de ascensão, algo que exigia anos de estudo formal, desmistificando a ideia de que a mulher na antiguidade só praticava uma “astrologia intuitiva”. Princesa Buran (Séc. IX, Bagdá):  No auge da era de ouro da astrologia árabe, Buran era uma autoridade na corte abássida. O episódio mais conhecido de Buran é um exemplo clássico de astrologia horária. Ela usou o céu do momento para identificar um perigo oculto ao califa. Isso mostra que, no Califado Abássida, o conhecimento astrológico era uma ferramenta de inteligência de Estado, e Buran estava no centro dessa engrenagem. Mariam al-Astrulabi (Séc. X, Síria):  A prática da astrologia exige precisão instrumental. Mariam foi a arquiteta dessa precisão, desenvolvendo astrolábios complexos que permitiam aos astrólogos de sua época determinar o Ascendente e as cúspides das casas com rigor matemático. Maria Cunitz (Séc. XVII, Silésia):  Ela não apenas “simplificou” Kepler; ela corrigiu erros de cálculo nas tábuas originais. Seu livro Urania Propitia foi escrito em latim e alemão para que o conhecimento não ficasse restrito à elite acadêmica masculina. Ela era uma ponte entre a astronomia de observação e a prática astrológica de gabinete. Revisitar esses nomes é compreender que a tradição astrológica é uma tapeçaria tecida por muitas mãos. O rigor técnico e a perspicácia interpretativa nunca foram restritos por gênero, mas pela dedicação ao estudo dos astros. Qual dessas figuras ressoa mais com a sua forma de estudar a tradição? Eu adoro Buran! #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #mulheresnaastrologia
2 dias ago
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O Poder das Conjunções Médias: Saturno e Marte

Para quem estuda a tradição, as conjunções médias entre Saturno e Marte são termômetros críticos da história mundana. Se Abu Ma’shar dava ênfase especial aos encontros em Câncer — onde a debilidade mútua (Marte em queda e Saturno em detrimento) exacerba a malignidade — o cenário de 19 de abril de 2026 nos apresenta uma dinâmica distinta, mas igualmente tensa.

Desta vez, os dois maléficos se encontram no grau 7 de Áries. Diferente da passividade corrosiva de Câncer, Áries é o domicílio de Marte e a exaltação do Sol: um signo de fogo, cardinal e explosivo, e também a queda de Saturno.

O ponto crucial desta análise surge quando projetamos esta conjunção sobre o mapa do Ingresso do Sol em Áries para o mundo (Greenwich, Longitude 0°). Nesse mapa, o grau 7 de Áries cai precisamente na Casa 8.
Abu Ma’shar refere-se ao eixo das Casas 2 e 8 como o eixo financeiro, mas naturalmente, esta é uma casa de dificuldades. A presença dessa conjunção em uma casa de crise sugere:

1. Instabilidade Financeira: A secura de Marte e Saturno em um signo ígneo podem atuar como um estopim para o rompimento de bolhas econômicas ou crises de liquidez globais.

3.Eventos Geofísicos: A leitura técnica para um signo de fogo também aponta para liberações súbitas de pressão, como erupções vulcânicas violentas e eventos explosivos de grande impacto.

Muitos se perguntam sobre a duração desses efeitos. Na doutrina de Abu Ma’shar, uma conjunção em um signo cardinal como Áries indica eventos que se manifestam de forma súbita e intensa, mas que tendem a ter uma resolução mais rápida do que em signos fixos.

O “prazo de validade” mais crítico desta configuração permeia o ano solar (do ingresso de 2026 ao de 2027), mas Marte e Saturno se encontram a cada 2 anos aproximadamente.

O “fogo” de Áries, embora destrutivo, é também purificador. Para o sábio, o céu não é um carrasco, mas uma bússola.

Como ensinava a tradição persa, quem reconhece os ritmos do tempo não é escravo do fado, mas um observador consciente da ordem universal.  Não seja temeroso, porque cada ser habitante deste mundo tem seu próprio ritmo pessoal.
O Poder das Conjunções Médias: Saturno e Marte Para quem estuda a tradição, as conjunções médias entre Saturno e Marte são termômetros críticos da história mundana. Se Abu Ma’shar dava ênfase especial aos encontros em Câncer — onde a debilidade mútua (Marte em queda e Saturno em detrimento) exacerba a malignidade — o cenário de 19 de abril de 2026 nos apresenta uma dinâmica distinta, mas igualmente tensa. Desta vez, os dois maléficos se encontram no grau 7 de Áries. Diferente da passividade corrosiva de Câncer, Áries é o domicílio de Marte e a exaltação do Sol: um signo de fogo, cardinal e explosivo, e também a queda de Saturno. O ponto crucial desta análise surge quando projetamos esta conjunção sobre o mapa do Ingresso do Sol em Áries para o mundo (Greenwich, Longitude 0°). Nesse mapa, o grau 7 de Áries cai precisamente na Casa 8. Abu Ma’shar refere-se ao eixo das Casas 2 e 8 como o eixo financeiro, mas naturalmente, esta é uma casa de dificuldades. A presença dessa conjunção em uma casa de crise sugere: 1. Instabilidade Financeira: A secura de Marte e Saturno em um signo ígneo podem atuar como um estopim para o rompimento de bolhas econômicas ou crises de liquidez globais. 3.Eventos Geofísicos: A leitura técnica para um signo de fogo também aponta para liberações súbitas de pressão, como erupções vulcânicas violentas e eventos explosivos de grande impacto. Muitos se perguntam sobre a duração desses efeitos. Na doutrina de Abu Ma’shar, uma conjunção em um signo cardinal como Áries indica eventos que se manifestam de forma súbita e intensa, mas que tendem a ter uma resolução mais rápida do que em signos fixos. O “prazo de validade” mais crítico desta configuração permeia o ano solar (do ingresso de 2026 ao de 2027), mas Marte e Saturno se encontram a cada 2 anos aproximadamente. O “fogo” de Áries, embora destrutivo, é também purificador. Para o sábio, o céu não é um carrasco, mas uma bússola. Como ensinava a tradição persa, quem reconhece os ritmos do tempo não é escravo do fado, mas um observador consciente da ordem universal. Não seja temeroso, porque cada ser habitante deste mundo tem seu próprio ritmo pessoal.
3 dias ago
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Se você acha que o ingresso de um planeta ou o movimento retrógrado resolve ou cria todos os seus problemas astrológicos, precisamos conversar. 

Na Astrologia Clássica, a precisão vem do uso correto da técnica. Misturar os ramos é como tentar consertar um relógio com uma marreta.

Entenda de uma vez por todas as ferramentas de cada ramo:

1. Astrologia Natal (O DNA do Indivíduo)
Aqui o foco é a promessa de vida. Não adianta olhar o trânsito de hoje se ele não ressoa com a sua estrutura.

Ferramentas: Mapa Natal, Revoluções (Solar e Lunar), Firdaria, Profecções, Aphesis dos Lotes, Direções e Distribuições, Decênios.

A Realidade: Trânsitos diários têm pouca relevância aqui, a menos que ativem um ponto vital ou um cronocrator (senhor do tempo) do momento.

2. Astrologia Horária (A Resposta do Céu)
A arte de interpretar o céu no exato momento em que uma pergunta nasce.

Ferramentas: O mapa do momento da pergunta.
A Realidade: Aqui, sim, o “trânsito” imediato é o protagonista absoluto.

3. Astrologia Eletiva (A Escolha do Momento)
A busca pelo céu ideal para iniciar algo.

Ferramentas: Trânsitos e cartas abertas para identificar as melhores posições por casa e dignidade.

A Realidade: É o uso estratégico do tempo presente para semear o futuro.

4. Astrologia Mundial (O Destino das Nações)
O ramo mais complexo, que estuda grandes ciclos e eventos coletivos.

Ferramentas: Ingressos do Sol em Áries (a verdadeira Revolução Anual do Mundo), conjunções Júpiter-Saturno e Marte-Saturno, lunações e eclipses.

A Realidade: O trânsito do dia a dia é ruído de fundo para a história do mundo. O que importa são os grandes encontros planetários.
________________________________________
Historicamente, quando os antigos falavam em “trânsitos”, eles se referiam às Revoluções. Hoje, banalizou-se o uso dos trânsitos diários como se fossem a resposta para tudo. Há dificuldade em conseguir separar o clima geral das promessas pessoais.

Devemos ter menos ansiedade com o céu de hoje, mais estudo das técnicas que realmente movem os ponteiros da vida.

#astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
Se você acha que o ingresso de um planeta ou o movimento retrógrado resolve ou cria todos os seus problemas astrológicos, precisamos conversar. Na Astrologia Clássica, a precisão vem do uso correto da técnica. Misturar os ramos é como tentar consertar um relógio com uma marreta. Entenda de uma vez por todas as ferramentas de cada ramo: 1. Astrologia Natal (O DNA do Indivíduo) Aqui o foco é a promessa de vida. Não adianta olhar o trânsito de hoje se ele não ressoa com a sua estrutura. Ferramentas: Mapa Natal, Revoluções (Solar e Lunar), Firdaria, Profecções, Aphesis dos Lotes, Direções e Distribuições, Decênios. A Realidade: Trânsitos diários têm pouca relevância aqui, a menos que ativem um ponto vital ou um cronocrator (senhor do tempo) do momento. 2. Astrologia Horária (A Resposta do Céu) A arte de interpretar o céu no exato momento em que uma pergunta nasce. Ferramentas: O mapa do momento da pergunta. A Realidade: Aqui, sim, o “trânsito” imediato é o protagonista absoluto. 3. Astrologia Eletiva (A Escolha do Momento) A busca pelo céu ideal para iniciar algo. Ferramentas: Trânsitos e cartas abertas para identificar as melhores posições por casa e dignidade. A Realidade: É o uso estratégico do tempo presente para semear o futuro. 4. Astrologia Mundial (O Destino das Nações) O ramo mais complexo, que estuda grandes ciclos e eventos coletivos. Ferramentas: Ingressos do Sol em Áries (a verdadeira Revolução Anual do Mundo), conjunções Júpiter-Saturno e Marte-Saturno, lunações e eclipses. A Realidade: O trânsito do dia a dia é ruído de fundo para a história do mundo. O que importa são os grandes encontros planetários. ________________________________________ Historicamente, quando os antigos falavam em “trânsitos”, eles se referiam às Revoluções. Hoje, banalizou-se o uso dos trânsitos diários como se fossem a resposta para tudo. Há dificuldade em conseguir separar o clima geral das promessas pessoais. Devemos ter menos ansiedade com o céu de hoje, mais estudo das técnicas que realmente movem os ponteiros da vida. #astrologia #astrologiaclassica #anarodrigues_astrologa #astrologiatradicional
4 dias ago
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A vida Jesus, o Nazareno é um dos fatos em que a História, e a arqueologia se debruçam em busca de evidências que ampliem nossos olhares para a vida deste ser, cujo o desenrolar de seus ensinamentos moldaram a História posterior.

Astrologicamente não é diferente. Particularmente já tive contato com uma variedade de teorias sobre a possível carta natal de Jesus. Um Jesus capricorniano, um Jesus pisciano, Um Jesus ariano, Um Jesus virginiano. Este é um dos temas muito difíceis de comprovação, pois carecemos de dados concretos sobre as datas.

Acompanhando os evangelhos do Novo Testamento não me parece que era um objetivo contar sobre a vida de Cristo e temporaliza-la. O objetivo mais nítido é compartilhar os ensinamentos que ele transmitiu aos apóstolos.

Para além do tema da carta natal de Jesus, temos também muitas dúvidas e teorias astrológicas sobre quais eventos representariam a Estrela de Belém.

A narrativa bíblica diz:

E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém,
Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo.
E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele.
E, congregados todos os príncipes dos sacerdotes, e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Cristo.
E eles lhe disseram: Em Belém de Judéia; porque assim está escrito pelo profeta:
E tu, Belém, terra de Judá, De modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo Israel.
Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera.
E, enviando-os a Belém, disse: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.
E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela, que tinham visto no oriente, ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.
E, vendo eles a estrela, regoziram-se muito com grande alegria.
E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.
E, sendo por divina revelação avisados num sonho para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro caminho.
E, tendo eles se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José num sonho, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.
E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito.
E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho.

Mateus 2:1-23

Temos um primeiro impasse entre a Historia e as datas comemorativas. A fixação de 25 de dezembro como nascimento de Jesus foi acrescentada ao cristianismo porteriormente, por motivos religiosos e políticos.

Eventos mencionados nos evangelhos dão conta de que esta data não é a correta. A partir daí inicia-se uma busca infindável sobre dados astrológicos e astronômicos que comprovem a data de nascimento de Jesus.

Algumas teorias encontradas:

  • Cardanus levantou uma teoria relativa a passagem do cometa Halley. Ideia descartada posteriormente, porque este cometa teve sua passagem em 66 e.c.
  • Alguns astrônomos dizem se tratar de uma supernova.
  • O historiador e astrólogo Molnar diz sobre a ocultação de Lua -Júpiter, ocorrida em 17 de abril do ano 6 aec
  • Alguns astrólogos citam uma conjunção múltipla na constelação de Peixes.
  • Outra teoria levantada é pelo astrólogo Dieter Koch, é da ascenção helíaca de Vênus. No meu ponto de vista esta é uma possibilidade pouco provável. Vênus tem sua ascenção helíaca a cada 19 meses, pouco antes do nascer do Sol, quando é conhecida como “Estrela da manhã e portanto não seria uma fato desconhecido pelos magos do oriente.
  • No século XVI Johannes Kepler (De Stella nova, de Vero anno) levanta a possibilidade da conjunção de Júpiter – Saturno. Por meio de seus estudos ele aponta para a somativa dos brilhos destes astros. Esta teoria também é defendida por muitos astrólogos. Ferrari d’ Occhieppo, (1969) – Hughes (1979) – Seymour (1998), Courtney Roberts ( 2009). Segundo esta teoria Jesus teria nascido em 15 de setembro do ano 7 aec, em torno das 6h da manhã, quando Júpiter e Saturno em conjunção ascendiam no signo de Peixes.
  • E há quem diga que o panorama astrológico helenista no 1° século, motivou Matheus em sua narrativa evangélica sobre a Estrela de Belém, e que esta se refere à ascensão heliacal de Júpiter, ocorrida no ano 6aec. Quem defende esta teoria é o teólogo Heinrich Gisbert Voigt (1860-1933). Ele diz que a literatura gnóstica dos primeiros anos da era comum, em especial Pistis Sophia, indicam Júpiter como o planeta símbolo do povo e da religião judaica, e não mais Saturno como anteriormente. Ele ainda argumenta que a astrologia horoscópica, voltada a confecção e interpretação da carta natal, só vem ganhar importância em tempos futuros, e que para os magos não era relevante.

Uma conclusão que aponte para um mesmo caminho ou teoria é um tanto difícil.
Não podemos nem afirmar que os “Magos do Oriente” existiram de fato, eles são citados somente no Evangelho de Matheus e faz lembrar muito algumas profecias antigas a ele, como “Uma estrela avança de Jacó, um cetro se levanta de Israel”, mencionada em Número, capítulo 24, versículo 17.

Pela carência de fatos históricos ficamos no campo das possibilidades e conjecturas. No que diz sobre a Astrologia podemos nos valer de muitas teorias e todas com profundidade técnica, mas não sabemos ao certo a data de nascimento de Jesus. Supõe-se que tenha nascido entre o anos VII e II aec, o que dificulta muito identificar o fenômeno que representou a Estrela de Belém.

Enquanto isto, este tema continua sendo de grande fascinio não só para astrônomos, e astrólogos, como para toda as Humanidade.

Autor: Ana Rodrigues

Fontes:

The Star of Bethlehem and the Magi. Barthel Peter (2014)

The Star of Magi, The mystery tht heralded the coming of Christ, Courtney Roberts (2009)

The Star of Bethlehem and Babylonian Astrology: Astronomy and Revelation Reveal What the Magi Saw, Dag Kihlman Publish; Edição: 1, 2017

Site: ww.cura.free.fr/16christ.html

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